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A dois meses das eleições, Evo Morales lidera pesquisas na Bolívia

Governante há mais tempo no poder na história da Bolívia, no cargo desde 2006, presidente tentará um quarto mandato

Felipe Neves

O presidente da Bolívia, Evo Morales, lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições gerais de outubro, seguido do opositor Carlos Mesa, a dois meses do pleito, conforme um levantamento divulgado neste domingo pelos jornais “Página Siete”, de La Paz, e “Los Tiempos”, de Cochabamba.

Ao todo, 35% dos entrevistados apoiam Morales, do Movimento Ao Socialismo (MAS), enquanto 27% dos eleitores apoiam o ex-presidente Mesa, da Comunidade Cidadã (CC).

Este estudo foi realizado pela empresa Mercados y Muestras para ambas as publicações, com 800 pessoas de todo o país, entre 20 e 24 de julho, com um nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,47%. De acordo com a pesquisa, 24% ainda não sabe em qual candidato vai votar entre os nove que se apresentam para as eleições de 20 de outubro.

A Aliança A Bolívia Diz Não, liderada pelo senador Óscar Ortiz, alcança 11% dos apoios; o candidato do Movimento Terceiro Sistema, o governador de La Paz, Félix Patzi, tem 2%, e os outros candidatos têm porcentagens inferiores a 1%.

A lei eleitoral boliviana diz que vence em primeiro turno quem superar os 50% dos votos ou que tiver 40% e pelo menos dez pontos de vantagem com relação aos demais. No caso de um eventual segundo turno, o estudo indica que Mesa teria 44%, enquanto Morales alcançaria 43%.

Evo Morales falou na última sexta-feira, em um grande ato na cidade de Santa Cruz, sobre o seu desejo de ganhar as eleições com o apoio de mais de 4 milhões de eleitores, superando os 3,1 milhões de votos com os quais foi reeleito em 2014.

No domingo, 20 de outubro, os bolivianos vão às urnas para escolher presidente, vice-presidente e parlamentares nacionais para o período 2020-2025.

Morales, o governante há mais tempo no poder na história da Bolívia – desde 2006 – tentará um quarto mandato, e sua candidatura é considerada ilegal pela oposição. Além disso, 2025 é o ano no qual o país comemora o bicentenário de independência.

Com Agência EFE

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