Argentina: Macri aumenta salário mínimo e congela preço da gasolina
Depois de ser derrotado pela chapa de Cristina Kirchner nas eleições primárias do último domingo (11), o presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou uma série de medidas econômicas para “aliviar” a vida dos trabalhadores. Entre as decisões do presidente estão, por exemplo, o aumento do salário mínimo e o congelamento do preço da gasolina.
Segundo Macri, as medidas foram tomadas após ele ter escutado a população. “As medidas que tomei e que vou compartilhar agora são porque os escutei. Escutei o que quiseram dizer no domingo. São medidas que vão trazer alívio a 17 milhões de trabalhadores e suas famílias e a todas as pequenas e médias empresas, que sei que estão passando por um momento de muita incerteza”, discursou.
Ele afirmou, ainda, que entende e respeita os argentinos que votaram nos candidatos de oposição e que reconhece que não cumpriu todas as suas promessas, mas que atravessou tempos difíceis no país.”[Essas] são medidas de alívio que tomamos neste momento difícil. Em 2015 acreditaram que seria mais fácil, eu também acreditei. Mas o ponto de partida foi como estar no décimo subsolo.”
“Sobre o resultado da votação, quero que saibam que eu os entendi. Saibam que respeito profundamente os argentinos que votaram em outras alternativas. É pura e exclusivamente responsabilidade minha”, continuou o presidente.
Mudanças
Apesar dos anúncios, Macri ainda não revelou o valor do aumento no salário mínimo, mas disse que o Conselho de Salário decidirá a alteração ainda hoje. Sobre a gasolina, ele afirmou que o congelamento durará 90 dias, “para que ele não seja afetado pela desvalorização” que atingiu a moeda argentina nos últimos dias, desde o resultado das eleições primárias.
Entre outras medidas, o presidente também anunciou bônus de até 2 mil pesos extras aos trabalhadores nos meses de setembro e outubro e ressaltou que vai permitir que pequenas e médias empresas paguem suas obrigações tributárias em até dez anos.
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