Assinatura eletrônica: como foi oficializado o acordo de paz EUA-Irã
O presidente americano, Donald Trump, seu vice, JD Vance, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, negociador do Irã, assinaram eletronicamente um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio, informou um alto funcionário do governo americano nesta segunda-feira (15).
“O presidente queria assiná-lo pessoalmente porque ele queria mostrar sua… dedicação para conduzir isto para uma resolução bem-sucedida“, disse por telefone a jornalistas o alto funcionário, falando sob a condição de anonimato.
Os Estados Unidos não desbloquearam nenhum ativo iraniano sob sanções, afirmou o funcionário.
O presidente americano firmou que o Estreito de Hormuz estará completamente aberto na sexta-feira, durante coletiva para abrir as negociações bilaterais com o presidente francês, Emmanuel Macron.
Trump dispensou ajuda para desbloquear a passagem, diante da iniciativa liderada pela França e pelo Reino Unido para lançar uma coalizão que garanta a segurança nessa passagem-chave para o comércio mundial de hidrocarbonetos.
Até o momento, poucos detalhes foram divulgados oficialmente, mas a imprensa iraniana publicou o que, afirma, são os aspectos centrais do acordo de 14 pontos.
Após o anúncio do acordo, a agência de notícias iraniana Mehr voltou a publicar o que apresentou como pontos do rascunho do projeto, mas ressaltou que não era o texto definitivo.
Liberação
Segundo a agência, o compromisso prevê um “cessar-fogo permanente e imediato da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano”.
Também prevê a liberação de 24 bilhões de dólares em ativos iranianos congelados em um prazo de 60 dias, período em que deve começar a próxima fase da negociação.
Metade do valor deveria ser liberada antes do início das conversações, acrescentou a Mehr.
O esboço divulgado pela agência também inclui a suspensão das sanções sobre a venda de petróleo iraniano, de produtos petroquímicos e seus derivados, assim como o fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos.
“As negociações finais não começarão antes da liberação de metade dos fundos congelados, da suspensão das sanções petrolíferas contra o Irã e do fim do bloqueio naval”, afirmou a Mehr.
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