JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Jornal da Manhã – 2ª Edição | 07h00 - 10h00
Mundo

Britânico que dizia ser ‘Conde Drácula’ é condenado por matar animais no Reino Unido

Homem roubava cordeiros de fazendas e abandonava carcaças em templos no sul da Inglaterra; Justiça determinou internação psiquiátrica

Jovem Pan

Ben Lewis, homem que se autodeclarava vampiro, preso no Reino Unido.
Morador da cidade de Totton, Lewis foi responsabilizado por uma série de crimes cometidos ao longo de 2025 Divulgaçãp / Hampshire Police

Um britânico de 48 anos foi condenado pela Justiça após roubar animais de fazendas e abandonar carcaças e restos mortais em frente a igrejas no sul da Inglaterra. O caso, que chamou a atenção pela forma como os crimes eram cometidos, terminou com a determinação de que Benjamin Lewis seja internado em um hospital psiquiátrico sob restrições.

Morador da cidade de Totton, Lewis foi responsabilizado por uma série de crimes cometidos ao longo de 2025. Durante a audiência, ele voltou a se apresentar como “Conde Drácula”. Segundo o jornal The Guardian, investigadores encontraram na casa dele livros, fotografias, recortes de jornais e poemas escritos pelo próprio Lewis com referências a vampiros, sangue e morte.

Entre fevereiro e julho, o homem roubou cordeiros de fazendas e espalhou carcaças e restos de animais em igrejas da região. Em um dos casos, um cordeiro foi encontrado preso à cruz instalada no telhado de um templo. Em outro, uma cabeça de cervo decapitada foi deixada sobre o púlpito de uma igreja. Também foram registrados um cordeiro morto amarrado ao mastro de uma igreja ao lado de uma carta de tarô e uma cabeça de cervo em decomposição abandonada em um dos bancos do local. Crianças que frequentavam uma igreja em Totton chegaram a presenciar uma das carcaças, segundo o tribunal.

Além dos furtos de animais, Lewis foi condenado por cinco acusações de assédio religioso agravado. Parte dos restos de animais também foi deixada em uma unidade de saúde mental do NHS, onde ele realizava tratamento psiquiátrico. A investigação revelou que os ataques costumavam ocorrer em datas ligadas ao calendário satânico ou durante determinadas fases da Lua, levando a polícia a reforçar a segurança em igrejas nesses períodos para tentar identificar o responsável.

A prisão ocorreu após exames periciais encontrarem DNA de Lewis nos restos de um dos cordeiros. Em buscas realizadas em sua residência, a polícia apreendeu símbolos satânicos, objetos relacionados a vampiros, materiais com referências à morte e uma mala contendo recortes de jornais sobre crimes semelhantes desde 2003. Preso preventivamente, ele admitiu a autoria dos crimes em dezembro de 2025.

No julgamento, um psiquiatra afirmou que Lewis, diagnosticado com autismo e transtornos de personalidade, acreditava integrar um culto de vampiros. O especialista também relatou que o réu tentou agredi-lo durante uma avaliação médica e alertou para o risco de escalada da violência, destacando que Lewis havia evoluído de maus-tratos a animais na infância para o abate de cordeiros roubados. Diante desse quadro, a Justiça determinou sua internação por tempo indeterminado em uma unidade psiquiátrica de segurança.

Após a sentença, Lewis pediu desculpas às vítimas e afirmou não guardar ressentimento dos policiais responsáveis pela investigação. Segundo a polícia de Hampshire, os crimes causaram medo entre moradores da região e chegaram a afastar fiéis de igrejas e cemitérios onde familiares estavam sepultados.

De acordo com a apuração do jornal, Benjamin Lewis já tinha antecedentes. Em 2003, ele foi preso após ameaçar um líder religioso alegando ser um vampiro.

Assuntos