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Carrefour diz que veto à venda de carne do Mercosul vale apenas para lojas da França

Posição reverbera as declarações do grupo no Brasil, que havia afirmado nesta quarta-feira (20) que 'nada muda nas operações no país'

Luisa Cardoso

A entrada do hipermercado Carrefour é retratada em 29 de março de 2023, em Villeneuve-la-Garenne.
FRANCE-CONSUMPTION-FEATURE-INFLATION Thomas Samson/AFP

O Carrefour França afirmou, em nota oficial, que o veto à venda de carnes do Mercosul é válido apenas para as unidades da rede varejista no país. A medida havia sido anunciada pelo CEO da companhia, Alexandre Bompard, em carta publicada nas redes sociais, mas não deixava claro o nível de extensão da medida da companhia. “O Carrefour França informa que a medida anunciada ontem, 20/11, se aplica apenas às lojas na França. Em nenhum momento ela se refere à qualidade do produto do Mercosul, mas somente a uma demanda do setor agrícola francês, atualmente em um contexto de crise”, disse o Carrefour França nesta quinta-feira (21).

No comunicado, o grupo também ressaltou que não haverá mudanças nas atividades da companhia em outros países, incluindo o Brasil. “Todos os outros países onde o Grupo Carrefour opera, incluindo Brasil e Argentina, continuam a operar sem qualquer alteração e podem continuar adquirindo carne do Mercosul. Nos outros países, onde há o modelo de franquia, também não há mudanças”, acrescentou o Carrefour França na nota oficial.

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A posição reverbera as declarações do Grupo Carrefour Brasil, que havia afirmado na quarta-feira que “nada muda nas operações no País”. Bompard havia anunciado a medida em carta endereçada a Arnaud Rousseau, presidente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Operadores Agrícolas. O CEO afirmou que a decisão foi tomada após ouvir o “desânimo e a raiva” dos agricultores franceses, que protestam contra a proposta de acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Os grupos pedem que o presidente francês, Emmanuel Macron, anuncie que vai utilizar o veto da França se o projeto for aprovado.

Publicado por Luisa Cardoso
*Com informações do Estadão Conteúdo

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