CEO do Fórum de Davos renuncia ao cargo após revelação de vínculos com Epstein
Borge Brende, CEO do Fórum Econômico Mundial (WEF), que organiza todos os anos a reunião de cúpula de Davos na Suíça, anunciou nesta quinta-feira (26) sua renúncia ao cargo após as revelações sobre seus vínculos com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.
“Após uma reflexão cuidadosa, decidi renunciar aos cargos de presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial”, afirmou o ex-ministro das Relações Exteriores da Noruega em um comunicado.
“Agora é o momento certo para que o Fórum continue seu importante trabalho sem distrações”.
No início deste mês, o WEF anunciou uma investigação sobre a relação de Brende com Epstein, depois que o nome do norueguês apareceu dezenas de vezes nos milhões de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
O WEF afirmou nesta quinta-feira que a investigação sobre Brende havia sido concluída. “Os resultados indicaram que não existem preocupações adicionais às reveladas anteriormente”, indica o relatório.
Ter o nome citado nos arquivos de Epstein não implica necessariamente ter cometido qualquer crime.
Antes de anunciar a demissão, Brende explicou que, durante uma visita a Nova York em 2018, recebeu um convite do ex-vice-primeiro-ministro norueguês Terje Rod-Larsen para acompanhá-lo a um jantar com outros líderes, onde conheceu Epstein.
“No ano seguinte, participei de dois jantares semelhantes com Epstein, juntamente com outros diplomatas e líderes empresariais. Esses jantares, e alguns e-mails e mensagens SMS, foram a totalidade das minhas interações com ele”, explicou, garantindo que “desconhecia por completo o passado e as atividades criminosas” do financista.
A organização expressou o seu “sincero agradecimento” a Brende e disse que “respeita” sua decisão de se demitir.
O diretor-geral do WEF, Alois Zwinggi, exercerá as funções de presidente e CEO interino enquanto o conselho inicia o processo para encontrar um sucessor.
Epstein foi condenado em 2008 por solicitar uma prostituta e induzir uma menor à prostituição. Em 2019, foi encontrado morto na prisão, enquanto aguardava julgamento por exploração sexual de mulheres, incluindo menores.
*AFP
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