JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Três em Um | 16h00 - 18h00
Mundo

Chile vai às urnas em 2º turno polarizado sob forte guinada à direita

José Antonio Kast cresce com promessas de rigor contra o crime e a migração, enquanto opositores defendem avanços trabalhistas recentes e alertam para riscos aos direitos civis

Nicolas Robert

Candidata à presidência do Chile, Jeannette Jara, da coligação Unidad por Chile, e o também candidato à presidência do Chile, José Antonio Kast, do Partido Republicano
Candidata à presidência do Chile, Jeannette Jara, da coligação Unidad por Chile, e o também candidato à presidência do Chile, José Antonio Kast, do Partido Republicano RODRIGO ARANGUA / AFP

Chilenos vão às urnas divididos em um segundo turno marcado pela guinada à direita. Para muitos, o país “desceu ao desastre” com a chegada de gangues estrangeiras, o caos dos protestos e a estagnação econômica. São eleitores que apostam em José Antonio Kast, visto como capaz de restaurar “paz e tranquilidade” e conter crime e migração.

Do outro lado, há quem veja avanços recentes – semana de trabalho mais curta, salário mínimo maior e queda nos homicídios – e tema um retrocesso. Esses eleitores defendem Jeannette Jara e alertam que Kast, filho de um integrante do partido nazista, “apagará o progresso” em direitos civis e sociais.

A polarização expõe o que está em jogo após 70% dos votos do primeiro turno terem ido para legendas de direita. Kast, em sua terceira tentativa presidencial, cresce embalado pelo medo da criminalidade. Ex-eleitores de Jara afirmam que “é hora de medidas drásticas”.

[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_4anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]

Após ser derrotado por Gabriel Boric em 2021, Kast suavizou temas sociais e concentra seu discurso em segurança e migração. Promete deportar migrantes sem status legal, ampliar o poder policial e erguer mais prisões, inspirado em Donald Trump e Nayib Bukele. Na economia, propõe cortes de US$ 6 bilhões, embora sua equipe admita que o ajuste poderá levar mais tempo.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Nícolas Robert

[jp-related-posts ids=”2087023,2087014″]