Coronavírus: China adota medidas para reverter aumento do desemprego
O governo da China divulgou nesta sexta-feira (20) novas medidas para apoiar empregos. A decisão acontece em momento em que a segunda maior economia do mundo caminha para a recessão pela primeira vez em quatro décadas devido ao surto de coronavírus.
A taxa de desemprego da China subiu para um recorde máximo de 6,2% em fevereiro, e qualquer aumento rápido do desemprego pode representar um grande desafio para os líderes obcecados por estabilidade.
Com isso, o país acelerará os cortes direcionados de impostos e juros para as empresas, devolverá mais prêmios de seguro-desemprego às empresas que pouparem empregos e subsidiará pequenas empresas para empregar graduados com contratos de trabalho por mais de um ano, informou o governo, em comunicado.
A China também ajudará os trabalhadores imigrantes a encontrar empregos e apoiará vagas flexíveis, permitirá mais vendedores de rua e mercados, barracas e outros estabelecimentos comerciais.
O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, disse que a China não poupará esforços para ajudar empresas pequenas, médias e privadas a sobreviver, à medida que a segunda maior economia do mundo é abalada pela crise do coronavírus.
Segundo ele, as políticas fiscais e monetárias que foram implementadas devem se concentrar mais nas pequenas empresas. Empresas pequenas e privadas na China representam 80% do emprego urbano.
Para pequenas e médias empresas com pouca ou nenhuma demissão, o retorno máximo dos prêmios de seguro-desemprego pode ser aumentado para 100% do valor pago no ano anterior.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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