Cuba acusa EUA de arrogância pela advertência sobre manifestação de novembro
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, acusou neste sábado o governo dos Estados Unidos de “arrogância, prepotência e frustração” por sua advertência de aplicar sanções caso Havana persiga os organizadores da manifestação prevista para o dia 15 de novembro. Díaz-Canel compartilhou dois artigos da mídia estatal no Twitter, onde voltou a culpar Washington por financiar e organizar “o esquema desestabilizador” contra Cuba, referindo-se ao pedido dos ativistas de marchar pela libertação de presos políticos e outras reivindicações.
O governo não só negou este pedido, o primeiro em mais de 60 anos, por considerá-lo “ilegal”, mas também alertou os organizadores que serão indiciados por crimes e serão processados caso mantenham a decisão de realizar o ato. Diante disso, os Estados Unidos advertiram na véspera que responderão, possivelmente com sanções, se os “direitos fundamentais” do povo cubano forem violados ou se os promotores da marcha de novembro forem processados. Ao que o presidente cubano respondeu hoje que “quando o governo dos Estados Unidos se pronuncia, é ele que financia e organiza o esquema desestabilizador, acrescentando a cada pequeno grupo ou instituição – através dos dólares – contribuindo assim com uma iniciativa contra a Revolução”.
Em outra mensagem, afirmou que “o império quer impunidade para seus operadores em Cuba e ameaça com mais medidas” pelas quais, acrescentou, “receberá uma resposta digna de nosso povo”. O principal conselheiro do presidente dos EUA para a América Latina, Juan González, disse em entrevista à Agência Efe que os líderes cubanos têm “medo” de se engajar em “uma conversa nacional com o povo cubano”. Os Estados Unidos já sancionaram altos funcionários militares cubanos por seu suposto papel na repressão dos protestos de 11 de julho e, nos últimos dois anos, endureceram o embargo financeiro e comercial em vigor desde 1962.
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*Com informações da EFE
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