Dinamarca erradica mutação de coronavírus em visons e Irlanda quer sacrificá-los
Nesta quinta-feira, 19, as autoridades de saúde da Dinamarca afirmaram que foi erradicada a mutação do coronavírus detectada em visons, mamíferos similares a furões que são criados em fazendas de extração de pele no país. No mesmo dia, a Irlanda anunciou que pretende sacrificar 100 mil desses animais, que vivem nas únicas três fazendas destinadas à sua criação no país. Ainda que nenhuma variação do coronavírus tenha sido detectada na Irlanda ainda, o ministério da Agricultura acredita que “continuar com a criação do vison representa um risco contínuo”, conforme foi dito em comunicado. No início de novembro, o Statens Serum Institut, centro de referência para doenças infecciosas da Dinamarca, indicou que a mutação do coronavírus mostrava uma sensibilidade reduzida aos anticorpos das pessoas que já tinham tido a Covid-19, o que poderia significar que uma futura vacina seria menos eficaz caso a mutação passasse para os seres humanos. Mais tarde, o fato de 200 pessoas se contaminaram com a nova versão do vírus levou o ministro da Agricultura e Alimentação, Mogens Jensen, a ordenar o sacrifício de toda a população de visons.
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A medida afetaria 15 milhões desses mamíferos, cuja pelagem é o terceiro produto mais exportado da Dinamarca. A ordem acabou não sendo levada adiante porque descobriu-se que não havia base legal para uma exterminação geral. O ministro Mogens Jensen acabou renunciando ao cargo nesta quarta-feira, 18, por acreditar que não tinha mais a confiança do Parlamento necessária para exercer seu trabalho. O que de fato aconteceu foi o sacrifício desses animais nas localidades em que havia sido detectada a mutação do coronavírus, a região de Jutlândia, onde as pessoas também tiveram a circulação reduzida. Nesta quinta-feira, 17, os moradores dos municípios afetadas foram liberados das restrições que vigoravam até então.
*Com informações de agências internacionais
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