Erdogan e Zelensky se reúnem na Turquia e falam sobre por fim à guerra
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, recebeu, neste sábado (4), em Istambul, seu colega ucraniano, Volodimir Zelensky, para conversar sobre segurança energética e marítima, e também sobre os esforços para pôr fim à guerra entre Ucrânia e Rússia, informou a Presidência turca.
A visita ocorreu um dia depois de Erdogan conversar com o presidente russo, Vladimir Putin, que acusou a Ucrânia de tentar atacar o gasoduto entre a Rússia e a Turquia, que também abastece vários países europeus.
Erdogan “destacou a importância que a Turquia dá à segurança da navegação no Mar Negro e o caráter crucial da segurança do abastecimento energético”, ressaltou seu gabinete.
Os dois líderes abordaram as relações bilaterais entre Turquia e Ucrânia, “os esforços de paz no conflito entre Rússia e Ucrânia, e os acontecimentos regionais e internacionais”, acrescentou.
Zelensky disse que os dois líderes conversaram sobre os “passos para implementar projetos conjuntos no desenvolvimento da infraestrutura de gás, assim como de oportunidades para a exploração de jazidas de gás”.
A reunião contou com forte presença policial nos arredores do luxuoso Palácio de Dolmabahçe, às margens do Bósforo, que no passado também recebeu várias rodadas de negociações entre Moscou e Kiev.
Zelensky também tinha previsto se reunir com o patriarca ecumênico Bartolomeu, líder espiritual da maioria das igrejas cristãs ortodoxas, uma semana antes da Páscoa ortodoxa, celebrada em 12 de abril na Ucrânia e na Rússia.
Kiev vem pressionando para obter uma trégua durante as festas da Páscoa ortodoxa, que inclua o cessar dos ataques contra a infraestrutura energética.
A Rússia, que busca um acerto permanente em vez de um cessar-fogo temporário, afirmou que não tinha visto nenhuma proposta “claramente formulada” por parte de Kiev.
A Ucrânia tem atacado a infraestrutura russa ao longo de mais de quatro anos de guerra, em uma tentativa de fragilizar a capacidade de Moscou de financiar sua ofensiva.
Os ataques russos contra instalações energéticas deixaram sem eletricidade, nem calefação milhões de ucranianos desde o início da guerra, em 2022.
*AFP
Assuntos
continue lendo
Eliseu Caetano
Rússia testa mobilização em meio a plano para recrutar 300 mil soldados
Segundo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, convocações poderiam acontecer em 2027
- Ratko Mladić, o ‘carniceiro da Bósnia’, morre aos 84 anos AFP · há 5 minutos
- Trump muda nome de lago que fica na fronteira com o Canadá para ‘Lago América’ Jovem Pan* · há 49 minutos
- Julgamento de suposto mentor dos atentados de 11/9 é marcado para junho de 2028 AFP · há 6 horas
- Geleira e terremoto: o que pode ter provocado o desastre no Nepal e no Tibete AFP · há 7 horas