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Erdogan presenteia líderes na Otan com arma personalizada com os nomes deles

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, foi o primeiro a mencionar o revólver que o presidente turco ofereceu a seus convidados

AFP

Foto de revólver dado pelo presidente da Turquia na cúpula da OTan
Na mesma caixa vermelha, com revestimento preto, também havia seis balas reais Eitvydas KINAITIS / GABINETE DO PRESIDENTE DA LITUÂNIA / AFP

Os líderes dos países da Otan se viram em uma situação delicada após o presente incomum que receberam do presidente turco ao fim da cúpula anual: um revólver personalizado com seis balas.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, foi o primeiro a mencionar o presente que Recep Tayyip Erdogan ofereceu a seus convidados.

No avião de volta de Ancara, onde os chefes de Estado e de Governo da Aliança Atlântica se reuniram durante dois dias, Starmer explicou que o presidente turco havia dado a cada líder um revólver gravado com seu nome.

Na mesma caixa vermelha, com revestimento preto, também havia seis balas reais e uma nota que isentava as armas dos controles de exportação.

“O primeiro-ministro [belga, Bart De Wever] se surpreendeu e entregou imediatamente o presente à polícia aeroportuária para que fosse guardado em um cofre e o restante fosse tratado segundo os procedimentos aplicáveis”, explicou seu entorno à AFP nesta quinta-feira (9).

As equipes de segurança do primeiro-ministro belga também ficaram responsáveis pelas armas dadas a Ursula von der Leyen e António Costa, principais dirigentes das instituições europeias em Bruxelas, o que obrigou a adoção de rígidos protocolos de segurança.

A presidente da Comissão Europeia, tão surpresa quanto os demais líderes com o presente, “agradeceu ao presidente Erdogan pelo gesto”, segundo um de seus porta-vozes. Von der Leyen pretende doar a arma “a um museu militar” depois que ela for inutilizada, acrescentou.

Várias armas, como as dadas a Keir Starmer e ao chanceler alemão Friedrich Merz, permanecem por enquanto na capital turca. O transporte não é simples, já que a legislação em vigor impõe restrições ao transporte de armas de fogo, especialmente quando são peças plenamente operacionais.