EUA desconfiam de que navio do Irã apreendido transportava equipamentos de ‘uso duplo’
Os Estados Unidos desconfiam que o navio do Irã que foi apreendidos pelas forças norte-americanas no domingo (19), provavelmente tem a bordo o que Washington considera itens de uso duplo que poderiam ser usados pelos militares, disseram fontes de segurança marítima nesta segunda-feira (20). As fontes de segurança, que não quiseram ser identificadas, não entraram em detalhes sobre os itens.
O Comando Central dos EUA listou metais, tubos e componentes eletrônicos entre outros produtos que poderiam ter uso militar e industrial e poderiam ser capturados. Os militares do Irã disseram que o navio estava viajando da China e acusaram os EUA de “pirataria armada”, de acordo com a mídia estatal iraniana nesta segunda-feira.
O pequeno navio porta-contêineres, que faz parte do grupo Islamic Republic of Iran Shipping Lines (IRISL), que foi atingido pelas sanções dos EUA, foi abordado no domingo na costa do porto iraniano de Chabahar, no Golfo de Omã, e informou sua última posição às 10h08 (horário de Brasília), de acordo com dados de rastreamento de navios na plataforma Marine Traffic.
A tripulação do Touska inclui um capitão iraniano e membros da tripulação iraniana, embora não esteja claro se toda a tripulação é de nacionalidade iraniana, disse uma das fontes.
Washington impôs sanções à IRISL no final de 2019, descrevendo-a como “a linha de navegação preferida para proliferadores e agentes de aquisição iranianos”, que incluía o transporte de itens destinados ao programa de mísseis balísticos do Irã.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse em uma postagem na plataforma Truth Social no domingo que o Touska estava sob sanções dos EUA devido ao seu “histórico anterior de atividades ilegais”, acrescentando que as forças dos EUA estão “vendo o que há a bordo”.
As Forças Armadas dos EUA ampliaram seu bloqueio marítimo contra o Irã para incluir cargas consideradas contrabando e qualquer embarcação suspeita de tentar chegar ao território iraniano estará “sujeita ao direito beligerante de visita e busca”, disse a Marinha dos EUA em um comunicado na quinta-feira. O contrabando inclui armas e munições.
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