EUA investigam massacre em escola católica como crime de ódio e terrorismo doméstico
O governo dos Estados Unidos anunciou que investigará o ataque a tiros ocorrido na escola católica Annunciation, em Minneapolis (Minnesota), como crime de ódio e ato de terrorismo doméstico. O atentado deixou duas crianças mortas e 17 pessoas feridas na manhã de quarta-feira (27). Segundo a Casa Branca, o FBI ficará responsável pela análise do caso, apurando inclusive se o suspeito tinha, de fato, identidade transexual. A informação foi confirmada pela porta-voz Karoline Leavitt, que também condenou críticas feitas por Jen Psaki, apresentadora da MSNBC e ex-porta-voz dos ex-presidentes Barack Obama e Joe Biden. Psaki questionou o hábito de líderes republicanos de oferecer “orações” diante das tragédias sem discutir políticas de controle de armas. Para Leavitt, tais comentários foram “desrespeitosos” com quem acredita na oração.
Os EUA possuem a maior taxa de armas per capita do mundo e resistem historicamente à adoção de legislações mais rígidas, mesmo diante de números alarmantes: já são 286 tiroteios registrados em 2025. O atirador foi identificado como Robin Westman, de 23 anos, que abriu fogo durante uma missa na escola antes de se suicidar. De acordo com a polícia local, Westman havia se declarado transexual. Tanto a secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, quanto o diretor do FBI, Kash Patel, classificaram o autor como um “monstro”.
Investigações apontam que, antes do ataque, Westman publicou vídeos no YouTube em que fazia ameaças a Donald Trump, comentários antissemítas e alertava que atacaria uma escola católica. O material já foi removido da plataforma e integra a investigação federal. Segundo o departamento de saúde de Minnesota, uma criança permanece em estado crítico e outras duas pessoas seguem em estado grave entre os feridos do ataque.
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*Com informações da EFE
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