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Exército de Israel diz que ‘avança os preparativos’ para primeira fase de plano de Trump

Grupo terrorista Hamas afirmou que aceitava alguns elementos do plano de paz do presidente americano, entre elas a renúncia ao poder e a libertação de todos os reféns restantes

Nátaly Tenório

O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, e o primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu
O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, e o primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu EFE/SHAWN THEW

O exército de Israel anunciou neste sábado (4) que avançaria com os preparativos para a primeira fase do plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para pôr fim à guerra em Gaza e libertar todos os reféns, depois de o Hamas ter declarado que aceitava partes do acordo. O grupo terrorista afirmou, no entanto, que outros detalhes ainda precisavam ser negociados.

O anúncio foi feito horas depois de Trump ter ordenado que Israel parasse de bombardear Gaza, após o Hamas aceitar partes do seu plano. O presidente americano declarou nesta sexta-feira (3) que acreditava que viria uma “paz duradoura.”

O grupo terrorista Hamas afirmou que aceitava alguns elementos do plano de paz de Trump, entre elas a renúncia ao poder e a libertação de todos os reféns restantes.

Em comunicado, o grupo sinalizou disposição para entrar imediatamente em negociações e discutir os detalhes. Ou seja, isso não significa que o Hamas aceitou todo o plano apresentado pela Casa Branca. O grupo terrorista pediu para negociar alguns dos 20 pontos do plano de paz proposto por Trump.

Na sexta-feira, o gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que Israel estava empenhado em pôr fim à guerra que começou com o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

De acordo com o plano, o Hamas libertaria os 48 reféns restantes – cerca de 20 deles acreditam-se estar vivos – dentro de três dias. Também abriria mão do poder e se desarmaria. Em troca, Israel suspenderia sua ofensiva e se retiraria de grande parte do território, libertaria centenas de prisioneiros palestinos e permitiria a entrada de ajuda humanitária e uma eventual reconstrução.

Netanyahu tem sido alvo de uma pressão crescente por parte da comunidade internacional e de Trump para pôr fim ao conflito.

Neste sábado, a Jihad Islâmica Palestina, o segundo grupo militante mais poderoso de Gaza, disse que aceitou a resposta do Hamas ao plano de Trump. O grupo havia rejeitado a proposta dias antes.

Outros detalhes precisam ser negociados

O Hamas disse que estava disposto a libertar os reféns e entregar o poder a outros palestinos, mas que outros aspectos do plano exigem mais consultas entre os palestinos. Sua declaração oficial também não abordou a questão da desmilitarização do Hamas, uma parte fundamental do acordo.

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Neste sábado, o exército de Israel alertou os palestinos contra a tentativa de retornar à cidade, chamando-a de “zona de combate perigosa”. Estima-se que 400 mil pessoas tenham fugido da cidade nas últimas semanas, mas centenas de milhares permaneceram para trás.

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*Com informações do Estadão Conteúdo

Publicado por Nátaly Tenório