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Fome avança na África subsaariana e atinge 20% da população

A fome aumentou na África subsaariana e afetou 237 milhões de pessoas em 2017, o que representa 20% da sua população, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira (13) por várias agências das Nações Unidas. A Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) ressaltou em nota que esse aumento lastra os esforços mundiais […]

Caio Menezes

A fome aumentou na África subsaariana e afetou 237 milhões de pessoas em 2017, o que representa 20% da sua população, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira (13) por várias agências das Nações Unidas.

A Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) ressaltou em nota que esse aumento lastra os esforços mundiais para erradicar a fome, um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável pactuados pela comunidade internacional até 2030.

O número de subsaarianos que sofrem desnutrição subiu em 32,6 milhões em comparação com 2015, enquanto o aumento foi de 1,9 milhão na África do Norte, até alcançar os 20 milhões em 2017. Quase metade da alta no número de pessoas se localiza na África ocidental e um terço no leste do continente.

Em 2017 estima-se que havia 53,8 milhões de crianças menores de cinco anos com atrasos no crescimento pela desnutrição crônica na África subsaariana, o que representa uma queda de 32,6%, mas não o suficiente para cumprir as metas mundiais.

Entre as causas da piora da situação alimentícia estão as “difíceis condições econômicas mundiais”, segundo a FAO, depois que o crescimento econômico se desacelerou em 2016 pela fraqueza dos preços de produtos básicos como o petróleo e os minerais. A agência também se referiu ao impacto dos conflitos em diversos países africanos, frequentemente agravados por secas ou inundações.

O relatório destaca que em certas áreas, especialmente no sul e no leste do continente, a produção agrícola se contraiu como consequência do fenômeno El Niño, encarecendo os alimentos básicos, até que em 2017 a situação melhorou em parte, embora alguns países sigam afetados pela falta de chuvas.

*Com EFE