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Fraternidade apresenta recurso contra excomunhão de bispos; padre brasileiro foi afetado

A comunidade, fundada em 1970 pelo bispo francês Marcel Lefebvre (1905-1991), reúne fiéis que se orientam por uma interpretação estrita da tradição doutrinal e litúrgica

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Bispos consagrados católicos tradicionalistas, o suíço Pascal Schreiber, o americano Michael Goldade, o francês Michel Poinsinet de Sivry e o francês Marc Hanappier, sentam-se ao lado do bispo católico tradicionalista espanhol da Fraternidade São Pio X (FSSPX), Alfonso de Galarreta, durante a consagração cismática de bispos pela Fraternidade São Pio X (FSSPX) em Éconé, no oeste da Suíça, em 1º de julho de 2026
Os novos bispos consagrados católicos tradicionalistas, o suíço Pascal Schreiber, o americano Michael Goldade, o francês Michel Poinsinet de Sivry e o francês Marc Hanappier, sentam-se ao lado do bispo católico tradicionalista espanhol da Fraternidade São Pio X (FSSPX), Alfonso de Galarreta, durante a consagração cismática de bispos pela Fraternidade São Pio X (FSSPX) em Éconé, no oeste da Suíça, em 1º de julho de 2026. Os novos bispos consagrados católicos tradicionalistas, o suíço Pascal Schreiber, o americano Michael Goldade, o francês Michel Poinsinet de Sivry e o francês Marc Hanappier, sentam-se ao lado do bispo católico tradicionalista espanhol da Fraternidade São Pio X (FSSPX), Alfonso de Galarreta, durante a consagração cismática de bispos pela Fraternidade São Pio X (FSSPX) em Éconé, no oeste da Suíça, em 1º de julho de 2026.

A Fraternidade São Pio X apresentou um recurso ao Vaticano contra a excomunhão de seis bispos que haviam sido ordenados sem a autorização do papa.

Em 2 de julho, o Vaticano confirmou a excomunhão de seis prelados e declarou essa comunidade tradicionalista em “cisma” com Roma. A Fraternidade considerou a medida “injusta e inválida” e enfatizou sua devoção à Igreja Católica.

A comunidade, fundada em 1970 pelo bispo francês Marcel Lefebvre (1905-1991), reúne fiéis que se orientam por uma interpretação estrita da tradição doutrinal e litúrgica.

Em um comunicado, a Fraternidade anunciou ter “apresentado em 11 de julho um recurso preliminar” ao Dicastério para a Doutrina da Fé do Vaticano, responsável pelas sanções.

“Esse procedimento, que constitui o requisito prévio antes da eventual apresentação de um recurso hierárquico, tem como efeito suspender a execução do decreto”, indica.

“Com esse recurso, a Fraternidade pretende exercer o direito que a Igreja reconhece a toda pessoa que se considere prejudicada por um ato administrativo”, acrescenta.

Essa comunidade, com cerca de 600.000 fiéis em todo o mundo e influente em alguns meios conservadores, já havia sido declarada cismática em 1988, mas Bento XVI levantou a sanção em 2009 em prol de uma reconciliação.

Seus membros rejeitam a evolução da Igreja desde o Concílio Vaticano II (na década de 1960) e defendem um modelo de sociedade patriarcal e um ideal de Estado teocrático.

Eles seguem o rito “tridentino”, caracterizado pelo uso do latim e por uma liturgia altamente codificada. Nas missas, o sacerdote fica de costas para os fiéis, voltado para o altar.

Padre brasileiro

O padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, da Capela Santo Atanásio, disse em um vídeo publicado no último sábado (11) nas redes sociais da capela, que não aceita a excomunhão do Vaticano e vai continuar a celebras missas. “Essas acusações de cisma são inválidas, são nulas, continuaremos todos os dias a rezar a Santa Missa e a mencionar o nome do Santo Padre no cân da missa”, disse Françoá.

No dia 2 de julho, o Vaticano excomungou os bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X e informou que os adeptos do grupo devem ser considerados cismáticos e excomungados, declarou a Santa Sé em nota.

A Igreja Católica disse que a nomeação de quatro novos bispos pelo grupo tradicionalista é um “ato de natureza cismática“, isto é, uma forma de divergir e desobedecer dos preceitos da Igreja. “Os ministros sagrados da Fraternidade Sacerdotal São Pio X administram os sacramentos de forma ilícita; o sacramento da penitência por eles administrado e o matrimônio por eles assistido são inválidos”, detalhou.

O padre argumentou também que essas ações não constituem um cisma formal ou uma excomunhão válida, citando o direito canônico referente aos estados de necessidade para justificar a preservação do sacerdócio tradicional.

*com informações da AFP

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