Google responde acusações levantadas pelos Estados Unidos
O Google se pronunciou, nesta terça-feira (20), sobre o processo contendo acusações de monopólio que foi aberto pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Os comentários foram feitos através de um texto publicado pelo chefe do departamento jurídico, Kent Walker, no blog oficial da empresa de tecnologia. Ali, ele defende que “as pessoas usam o Google porque o escolheram, não porque foram forçadas ou porque não podem encontrar alternativas” e afirma que a ação “não fará nada para ajudar os consumidores”. Ele defende que, ao invés de contribuir para as ofertas tecnológicas, a ação apenas promoverá artificialmente outros buscadores de qualidade inferior, além de aumentar o preço dos telefones e dificultar o acesso aos serviços de busca que as pessoas realmente querem usar.
O chefe do departamento jurídico continua dizendo que os argumentos antimonopólio levantados pelos Estados Unidos são “duvidosos”. O processo critica, entre outras coisas, o fato do Google fazer contratos especiais para garantir o destaque de seu buscador em smartphones. Para Walker, isso é incoerente porque em computadores desktop, por exemplo, esse espaço é amplamente controlado pelo buscador da Microsoft, o Bing. “Nossos acordos com a Apple e outros fabricantes e operadoras de dispositivos não são diferentes dos muitos acordos que muitas outras empresas tradicionalmente usam para distribuir software”, escreveu.
O artigo continua com explicações de como, a qualquer momento, os usuários do iPhone podem alterar o buscador de seus celulares. Walker inclui ainda o passo a passo para que donos de celulares Android baixem buscadores concorrentes do Google e conclui dizendo que, atualmente, é possível fazer o download de novos aplicativos e alterar configurações padrão extremamente rápido. “Esse processo alega que os americanos não são capazes o suficiente para fazer isso. Mas nós sabemos que isso não é verdade”, afirma.
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O segundo argumento de defesa levantado por Walker é de que as informações provém de várias fontes além do Google. “(O processo) alega que nós competimos apenas com outras ferramentas de busca. Mas isso está demonstravelmente errado. Pessoas encontram informações de diferentes maneiras: elas veem notícias no Twitter, voos no Kayak e no Expedia, restaurantes no OpenTable, recomendações no Instagram e no Pinterest. E, ao pesquisar para comprar alguma coisa, cerca de 60% dos americanos começando olhando a Amazon. Todos os dias, os americanos escolhem usar esses serviços e milhares de outros serviços”.
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