Guiana compra navio-patrulha em meio a disputa de Essequibo com a Venezuela
Em meio a disputa de Essequibo com a Venezuela, a Guiana anunciou a compra de um navio-patrulho no valor de R$ 212 milhões. De acordo com o chefe das Forças de Defesa da Guiana, o brigadeiro Omar Khan, a decisão visa fortalecer a capacidade da Guarda Costeira na zona econômica exclusiva e proteger os “bens marítimos” e o território soberano da Guiana. A compra foi considerada “uma ameaça à paz” pela vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, em seu perfil no X. “A falsa vítima Guiana comprou um navio de patrulha oceânica a uma empresa francesa. A Guiana, juntamente com os Estados Unidos, os parceiros ocidentais e o antigo senhor colonial (o Reino Unido), constituem uma ameaça à paz da nossa região. A Venezuela continuará a monitorar estas ações da Guiana e persistirá no caminho da legalidade internacional”, declarou.
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A compra acontece meses após as disputas em torno do Essequibo, área rica em petróleo e hoje pertencente à Guiana, mas que a Venezuela alega ser dela e assinou um referendo permitindo sua anexação. As ações de Nicolás Maduro levantaram as preocupações do governo da Guiana. O presidente Mohamed Irfaan Ali afirmou que iria fortalecer as defesas do país e buscou apoio da comunidade internacional. A Guiana tem um exército muito inferior ao da Venezuela, com um efetivo de 3,4 mil soldados contra 123 mil, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, de Londres).
O governo guianense também aprofundou uma cooperação com as forças armadas dos EUA, iniciada em 2022. Em dezembro do ano passado, semanas após o plebiscito venezuelano, os militares dos dois países realizaram um exercício militar aéreo no Essequibo pela primeira vez. No mês passado, o governo de Irfaan Ali anunciou a criação do Instituto de Defesa Nacional da Guiana, em parceria com o Centro William Perry para Estudos de Defesa Hemisférica, dos EUA.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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