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Indonésia: alunas não serão mais obrigadas a usarem véu islâmico na escola

Recentemente, um colégio pediu repetidas vezes que uma menina cristã vestisse o hijab; apesar da maior parte da população ser muçulmana, o país prega a diversidade religiosa

Bárbara Ligero

As escolas da Indonésia não poderão mais obrigar os seus alunos a usarem vestimentas religiosas. Como a maioria da população do país é muçulmana, muitos colégios exigiam que as meninas utilizassem o véu islâmico, chamado de hijab, para cobrir a cabeça enquanto estivessem estudando. A partir desta sexta-feira, 5, no entanto, as escolas terão um prazo de 30 dias para fazerem as mudanças necessárias no seus regulamentos. O Ministério da Cultura e da Educação defendeu que o uso de vestimentas religiosas deve ser uma escolha individual que não cabe aos colégios. No entanto, a decisão do governo está bastante relacionada à uma polêmica recente envolvendo uma menina cristã de 16 anos de idade.

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Durante o mês de janeiro, a escola da garota pediu repetidas vezes que ela usasse o véu para assistir às aulas, o que ela se recusou a fazer por não ser muçulmana. Os seus pais chegaram a ser chamados para uma reunião com a diretoria do colégio. Em entrevista à BCC, o pai da menina, Elianu Hia, questionou: “Onde estão os meus direitos religiosos? Isso é uma escola pública, afinal de contas”. O colégio acabou pedindo desculpas e permitindo que a jovem se vestisse de acordo com a sua própria fé. Na teoria, a  Indonésia defende a sua tradição de pluralismo religioso, com parte da população sendo praticante ainda do budismo e do hinduísmo, mas casos de intolerância religiosa vêm chamando atenção das autoridades.

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