Irã ameaça cortar petróleo de aliados dos EUA e de Israel enquanto a guerra continuar
A Guerra no Oriente Médio chegou ao 11º dia nesta terça-feira (10) com continuação dos bombardeios e sem perspectiva de cessar-fogo no curto prazo, apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito na segunda-feira (9) que o conflito estava ‘praticamente encerrado’. Declaração que foi respondida pela Guarda Revolucionária do Irã, que disse que eles vão determinar o fim dos conflitos.
Enquanto a guerra escala e não tem perspectiva de fim, a Guarda Revolucionária, anunciou que a força não permitirá a exportação de petróleo do Oriente Médio para os aliados americanos e israelenses enquanto a guerra continuar.
“As forças armadas iranianas não permitirão a exportação de um único litro de petróleo da região para a parte hostil e seus aliados até segunda ordem”, declarou o porta-voz Ali Mohammad Naini, citado pela agência de notícias iraniana Tasnim.
O G7 adiou na segunda-feira (9) a liberação de reservas de petróleo para reduzir os preços, mas retomará o assunto com novas discussões entre seus ministros de energia nesta terça-feira, de acordo com a França.
O país, que atualmente detém a presidência rotativa do G7, quer “avançar nessa questão, com um objetivo: reduzir os preços”, declarou a porta-voz do governo, Maud Bregeon, à emissora France Télévisions.
Escalada do conflito
O conflito se ampliou nesta terça com novos bombardeios e ações militares no Iraque e no Líbano. Além de ataques iranianos contra uma base dos Estados Unidos no Curdistão iraquiano, enquanto Israel intensificou ofensivas contra estruturas ligadas ao Hezbollah. O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu alertou que a ofensiva militar de Israel contra o Irã “ainda não terminou”, afirmando que a operação estava degradando a liderança clerical iraniana.
Nesta terça-feira, o exército israelense concluiu uma série de ataques contra o braço financeiro do Hezbollah, Al-Qard Al-Hasan Israel afirma que o Hezbollah usa Al-Qard Al-Hasan para financiar atividades militares. Na semana passada, o país atacou vários dos núcleos do grupo no sul e leste do Líbano.
Em meio à escalada, autoridades iranianas afirmaram que o país não busca trégua, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que a operação militar contra o Irã “ainda não terminou”.
Governos de Turquia, Emirados Árabes e Catar afirmaram ter interceptado mísseis iranianos. Dos três ataques, o mais preocupante foi contra o território turco, que abriga uma base americana em Incirlik, perto da fronteira com a Síria. A Turquia é membro da Otan, e uma ofensiva contra o país pode ativar o Artigo 5.° da Carta da organização, que fala sobre defesa mútua, e arrastar outros membros da aliança militar para a guerra.
*AFP
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