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Irã anuncia acordo com Omã sobre rota para navios no Estreito de Ormuz

Segundo o governo iraniano, os dois países acertaram as coordenadas da passagem e preparam uma declaração conjunta para administrar o tráfego marítimo na região

AFP

Mancha compatível com um vazamento de óleo proveniente de um navio encalhado há mais de um mês perto da ilha Qibliyyah
Esta imagem de satélite, obtida a partir de dados do Copernicus Sentinel em 4 de agosto e captada em 28 de julho, mostra uma mancha compatível com um vazamento de óleo proveniente de um navio encalhado há mais de um mês perto da ilha Qibliyyah, ao largo da costa sul de Omã, no Mar Arábico COPERNICUS SENTINEL DATA 2026 / AFP

Irã e Omã estabeleceram uma rota para navios que transitam pelo Estreito de Ormuz e estão finalizando os preparativos para gerenciar em conjunto essa passagem, anunciou o Ministério das Relações Exteriores de Teerã nesta quarta-feira (5).

“As coordenadas geográficas da rota planejada foram acordadas por ambas as partes”, disse o porta-voz Esmaeil Baqaei à agência de notícias estatal Irna, acrescentando que os dois países trabalham em uma “declaração conjunta”, desde que “terceiros não obstruam o processo”.

“A declaração conjunta de ambos os países, que contém as principais considerações e pontos de acordo, também se encontra na fase final de revisão e redação”, acrescentou Baqaei, segundo a Irna.

O Irã assumiu de fato o controle do Estreito de Ormuz, via marítima estratégica para o comércio mundial de energia, desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra a república islâmica, em 28 de fevereiro.

O presidente americano, Donald Trump, insiste reiteradamente que o Irã deseja alcançar um acordo para reabrir a rota ao tráfego marítimo, mas o país nega.

Tinha, inclusive, antecipado que buscaria arranjos com Omã, seu vizinho do outro lado do estreito.

Segundo o informe, Baqaei disse a jornalistas que os diálogos com Omã avançavam, mas que, inclusive se um acordo de entendimento fosse alcançado, isso não significaria que o estreito tivesse se tornado seguro para todos os navios em trânsito.

“Os fatores que tornam o Estreito de Ormuz inseguro seguem existindo por parte dos Estados Unidos, em particular o bloqueio naval e outras ações agressivas e ameaçadoras contra o Irã e seus interesses”, afirmou.

Antes do início da guerra, cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e GNL passava pelo Estreito de Ormuz.

O bloqueio desta via marítima estratégica fez dispararem os preços do petróleo em repetidas ocasiões desde então, e aumentou a pressão econômica e política sobre os Estados Unidos para encerrá-lo.