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Irã exige fim da guerra e desbloqueio de ativos em resposta aos EUA

Porta-voz da Chancelaria iraniana, Esmail Baqai afirmou que Teerã não busca concessões dos Estados Unidos, mas apenas 'os direitos legítimos do Irã'

Victor Trovão

Um homem iraniano fala ao celular enquanto caminha ao lado de uma enorme bandeira nacional pendurada acima de lojas em Teerã, em 6 de fevereiro de 2026. O Irã e os Estados Unidos iniciaram negociações em Omã em 6 de fevereiro, com Washington se recusando a descartar uma ação militar contra a república islâmica por sua repressão mortal a protestos em massa.
Um homem iraniano fala ao celular enquanto caminha ao lado de uma enorme bandeira nacional pendurada acima de lojas em Teerã, em 6 de fevereiro de 2026. O Irã e os Estados Unidos iniciaram negociações em Omã em 6 de fevereiro, com Washington se recusando a descartar uma ação militar contra a república islâmica por sua repressão mortal a protestos em massa. AFP

O Irã afirmou nesta segunda-feira (11) que, em sua resposta à última proposta dos Estados Unidos, pediu o fim da guerra em toda a região e a liberação de seus ativos congelados no exterior.

“Não exigimos nenhuma concessão. Exigimos apenas os direitos legítimos do Irã”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai, em uma entrevista coletiva semanal.

Ele destacou que as exigências do Irã incluíam “o fim da guerra na região”, o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos e a “liberação dos ativos pertencentes ao povo iraniano, que durante anos permanecem injustamente bloqueados em bancos estrangeiros”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou no domingo como “totalmente inaceitáveis” as condições do Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio, o que aumenta a probabilidade de que o conflito continue após semanas de negociações.

“Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gosto. TOTALMENTE INACEITÁVEL”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.