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Irã nega envolvimento nos atos de violência na Síria que deixaram centenas de mortos

Porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, rebateu as informações falsas de que o país persa estaria por trás dos confrontos e massacres: 'A acusação é completamente ridícula e rejeitada'

Victor Trovão

Esmaeil Baqaei
Esmaeil Baqaei Divulgação / Iranian Foreign Ministry

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta segunda-feira (10) que “nada justifica” a violência contra as minorias na Síria, incluindo a comunidade alauíta à qual pertence o presidente deposto Bashar al-Assad, antigo aliado de Teerã, e negou qualquer envolvimento do país nos eventos. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, rebateu as informações da imprensa que acusam o país de estar por trás dos atos de violência na Síria, que deixaram centenas de mortos.

“A acusação é completamente ridícula e rejeitada, e acreditamos que apontar o dedo acusador para o Irã e os amigos do Irã é uma ação equivocada, uma tendência para desviar e 100% enganosa”, disse o porta-voz em uma entrevista coletiva. Segundo um balanço atualizado pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que tem uma ampla rede de fontes na Síria, 973 civis da minoria alauíta, à qual pertence o ex-presidente Assad, foram mortos pelas “forças de segurança e grupos aliados” desde quinta-feira.

Ao menos 481 membros das forças de segurança e combatentes pró-Asad morreram nos combates, segundo o OSDH. As autoridades não divulgaram um balanço. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que “nada justifica os ataques contra comunidades alauítas, cristãs, drusas e outras minorias, que provocaram um profundo choque entre a opinião pública, tanto na região quanto a nível internacional”.

Há quatro décadas, o Irã mantém laços estreitos com a Síria, um país multiétnico e multirreligioso que foi governado por meio século por Hafez al-Assad e depois por seu filho Bashar. Este último foi deposto em dezembro por uma coalizão liderada pelo grupo islamista radical sunita Hayat Tahrir al-Sham (HTS), ex-braço sírio da Al-Qaeda.

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A violência explodiu após um ataque executado em 6 de março por partidários de Bashar al-Assad contra as forças de segurança perto de Latakia, cidade da região oeste do país e berço da minoria alauíta, ramo do islamismo xiita do qual descende a família Assad. As autoridades enviaram reforços para apoiar as operações das forças de segurança contra os combatentes pró-Assad.

*Com informações da AFP
Publicado por Victor Oliveira

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