Irã sofrerá um duro golpe nesta segunda e na terça, diz Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã vai sofrer um grande golpe na noite desta segunda-feira (13) e na terça-feira (14). A declaração foi feita em entrevista com Hugh Hewitt. “Vamos atingi-los com força total hoje à noite e vamos atingi-los com força amanhã”, disse o presidente.
A fala de Trump vem logo após ele anunciar que fará um comunicado à nação na noite de quinta-feira (16) e depois dele ter dito que os Estados Unidos vão controlar Ormuz a partir de terça-feira e aplicar taxa de pedágio de 20%. As declarações foram feitas em entrevista à Fox News, em meio à escalada das tensões com o Irã.
“Vamos assumir o controle do Estreito de Ormuz”, declarou Trump. Segundo o presidente, os Estados Unidos atuarão como “guardiões do estreito” e “serão pagos por tomar conta” da passagem estratégica. Ele também afirmou que o Irã “deveria reembolsar” os custos dessa operação, sem fornecer detalhes sobre como isso ocorreria. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) classificou como “arrogantes” as declarações do republicano.
“O Estreito de Ormuz está ABERTO e permanecerá ABERTO, com ou sem o Irã (…) Estamos restabelecendo o BLOQUEIO IRANIANO, assim chamado porque impede apenas que as embarcações do Irã ou clientes entrem e saiam. Todos os demais países terão uso justo e livre do Estreito”, acrescentou.
Comunicado à nação
Trump falará a nação na quinta em meio à forte escalada das hostilidades com o Irã. “O presidente Trump fará um discurso à nação na noite de quinta-feira, às 21h00, horário da Costa Leste” (22h00 em Brasília), afirmou o próprio mandatário nesta segunda-feira (13), em uma publicação em sua rede Truth Social.
O republicano não deu detalhes sobre o tema do pronunciamento, e a Casa Branca ainda não respondeu a um pedido de mais informações. O último grande discurso televisionado de Trump à nação foi em 1º de abril, quando fez sua primeira justificativa pública sobre a guerra com o Irã, que começou em 28 de fevereiro com os bombardeios israelenses-americanos.
Neste discurso, o mandatário expôs seus argumentos a favor de um conflito que disparou os preços do petróleo e fez com que seus índices de aprovação despencassem.
*Com informações da AFP