Israel inicia operação militar na Cisjordânia dois dias após cessar-fogo com o Hamas
Dois dias após o início do cessar-fogo com o Hamas na Faixa de Gaza, Israel deu início a uma nova operação militar na Cisjordânia, com foco na cidade de Jenin, conhecida por ser um reduto de resistência armada. A ação conta com a participação de militares, forças especiais do Shin Bet e policiais de fronteira. De acordo com o Ministério da Saúde palestino, a operação resultou na morte de pelo menos quatro pessoas e deixou 35 feridos. “Estamos agindo sistematicamente e de forma resoluta contra o eixo iraniano em qualquer lugar no qual ele estenda seus braços, em Gaza, Líbano, Síria, Iêmen, Judeia e Samaria”, disse o premiê Benjamin Netanyahu.
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Um líder comunitário local relatou a intensa presença de soldados na região, além de explosões e o uso de drones e helicópteros de ataque. O Exército israelense declarou que essa “operação antiterrorismo” se estenderá por vários dias. Desde o ano passado, as operações militares na área têm se intensificado, levando a um aumento significativo no número de mortes entre os palestinos. O campo de refugiados de Jenin, que abriga aproximadamente 15 mil dos 50 mil habitantes da cidade, é um importante centro para grupos como a Jihad Islâmica.
A situação na região se torna ainda mais complexa devido ao cessar-fogo em Gaza, que permite ao governo de Binyamin Netanyahu concentrar esforços na Cisjordânia, especialmente sob a pressão de grupos da ultradireita que sustentam sua administração. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou dúvidas sobre a sustentabilidade do cessar-fogo, insinuando que a guerra poderia ser retomada após a libertação de reféns. Até o momento, três reféns foram soltos, assim como 90 prisioneiros palestinos, com novas trocas programadas para o próximo fim de semana.
*Reportagem produzida com auxílio de IA
Publicada por Matheus Oliveira
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