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Macron desmente declarações racistas sobre imigrantes africanos

De acordo com as alegações, Macron teria dito que 'o problema com as salas de emergência do país é que elas estão cheias de Mamadou', um nome bastante comum na África Ocidental

Sarah Américo

emmanuel macron
emmanuel macron Nicolas MESSYASZ / POOL / AFP

O Palácio do Eliseu desmentiu categoricamente comentários atribuídos ao presidente francês, Emmanuel Macron, que teriam sido publicados no jornal Le Monde, onde ele supostamente se referiria de forma negativa a imigrantes africanos. A declaração foi feita em resposta a críticas de parlamentares de esquerda, que consideraram as supostas falas racistas. Dl. O gabinete do presidente francês refutou essas afirmações, ressaltando que as informações não foram verificadas antes de serem divulgadas. Contudo, uma das jornalistas envolvidas na investigação defendeu a veracidade das informações publicadas pelo Le Monde.

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As reações a essas declarações se intensificaram em um momento de crise política, especialmente com a convocação inesperada de eleições legislativas para junho, antecipadas por Macron. O líder do partido de esquerda radical A França Insubmissa, Manuel Bompard, criticou as falas do presidente, chamando-as de “insulto” e “desgraça absoluta”. Além das controvérsias relacionadas aos comentários sobre imigrantes, Macron também se viu envolvido em polêmicas por um apelido homofóbico que teria sido atribuído ao gabinete do primeiro-ministro. Adicionalmente, ele foi criticado por usar a palavra sexista “cocotte” ao se referir a mulheres na política. Em outra ocasião, o presidente gerou controvérsia ao afirmar a moradores de Mayotte que deveriam se sentir felizes por serem parte da França, insinuando que, de outra forma, estariam em uma situação muito pior.

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Publicado por Sarah Paula

*Reportagem produzida com auxílio de IA