Macron sobrevive a duas moções e reforma da previdência é definitivamente aprovada
A impopular Reforma da Previdência promovida pelo presidente da França, Emmanuel Macron, foi finalmente aprovada nesta segunda-feira, 20, depois que as duas moções de censura contra o governo foram rejeitadas pela ampla maioria dos deputados. A primeira, apresentada pelo grupo independente LIOT com o apoio da esquerda, obteve 278 votos dos 287 necessários. A segunda, desenvolvida pela extrema-direita de Marine Le Pen, recebeu apenas 94 votos. Dessa forma, a reforma foi definitivamente aprovada com a conclusão desses trâmites, embora sua entrada em vigor tenha de aguardar pela resolução de recursos perante o Conselho Constitucional anunciados por vários grupos da oposição. “Estamos chegando ao fim do processo democrático dessa reforma essencial para o nosso país. É com humildade e seriedade que assumi minha responsabilidade e a de meu governo. Para o nosso sistema de pensões pré-pago. Pelo nosso modelo social”, escreveu a primeira-ministra Elisabeth Borne no Twitter , após a rejeição das duas moções.
Na quinta-feira, 16, o presidente francês se apoiou no artigo 49:3 da Constituição, que descarta o voto dos deputados, e aprovou a Reforma da Previdência, que aumenta de 62 para 64 anos a idade de aposentadoria a partir de 2030 e antecipa para 2027 a exigência de contribuição por 43 anos (e não 42 como atualmente) para que o trabalhador tenha direito à pensão integral. Contudo, os deputados poderia apresentar moções contra o ato de Macron. Para vetar a aprovação, era necessário que elas fossem aceitas, o que não foi o caso. As moções apresentadas na quinta-feira e votadas se somaram a outras 14 apresentadas na atual gestão do Executivo francês, nomeada há menos de um ano, em uma eleição na qual não teve maioria absoluta.
[jp-related-posts ids=”1385482,1385064″]
Assuntos
continue lendo
Mundo
Brasileira de 25 anos é encontrada morta em porta-malas de carro na França
Larissa Brito vivia no país havia três anos e trabalhava como modelo
- El Niño provocará até 451 mil mortes associadas ao calor; estima-se 13,3 mil no Brasil AFP · há 2 horas
- Harvey Weinstein é condenado a 15 anos de prisão por agressão sexual AFP · há 5 horas
- Em discurso na Assembleia Geral, Milei chama ONU de ‘organização inútil’ AFP · há 6 horas
- Na ONU, presidente do Irã chama EUA de terroristas e diz que país não ‘se ajoelhará’ AFP · há 7 horas