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Mãe, escritora e americana: quem era a mulher morta em ação do ICE nos EUA

Vítima foi identificada como Renee Nicole Good, de 37 anos; caso ocorreu nesta quarta-feira (7), durante operação federal em Minneapolis

Nicolas Robert

Renee Nicole Good, de 37 anos, morreu, nesta quarta-feira (7), durante operação de agentes de imigração em Minneapolis
Renee Nicole Good, de 37 anos, morreu, nesta quarta-feira (7), durante operação de agentes de imigração em Minneapolis Reprodução / Redes Sociais

A mulher morta nesta quarta-feira (7) durante uma operação de agentes de imigração em Minneapolis, nos Estados Unidos, foi identificada como Renee Nicole Good, de 37 anos. A confirmação veio da família e também de integrantes do Conselho Municipal da cidade.

Renee morava em Minneapolis com o parceiro, a poucos quarteirões do local onde foi baleada, e era mãe de um menino de seis anos. O pai da criança, com quem ela havia sido casada anteriormente, morreu em 2023, aos 36 anos. Segundo familiares, ela era conhecida por ser gentil e atenta ao cuidado com outras pessoas.

Nas redes sociais, perfis atribuídos à vítima mencionavam atividades artísticas, como poesia e escrita, além de referências à maternidade e à vida em Minneapolis.

Circunstâncias do caso

A morte ocorreu durante uma operação conduzida pela polícia de imigração (ICE) em meio a mobilizações de manifestantes contrários à presença dos agentes federais na cidade. Segundo o Departamento de Segurança Interna, os oficiais reagiram após terem sido atacados durante uma tentativa de retirar o veículo da neve. A corporação afirma que o disparo foi feito em legítima defesa.

Já membros do Conselho Municipal de Minneapolis afirmam que Renee não estava entre os manifestantes e teria apenas observado a movimentação, auxiliando pessoas da comunidade imigrante. A versão foi sustentada por Jason Chavez, integrante do conselho.

O episódio intensificou a tensão política entre autoridades locais e o governo federal. O prefeito Jacob Frey pediu que os agentes de imigração deixem Minneapolis imediatamente, alegando que a atuação federal estava provocando desordem na cidade. O governador de Minnesota, Tim Walz, também cobrou a retirada dos agentes, afirmando que o estado não necessita da intervenção.

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O procurador-geral do estado, Keith Ellison, criticou a presença federal e defendeu uma investigação sobre o caso, indicando que eventuais responsáveis devem ser punidos caso tenham cometido ilegalidades.

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