Mulher é expulsa de voo nos EUA após ‘orar muito alto’ e incomodar passageiros
Uma passageira foi retirada de um voo da Alaska Airlines antes da decolagem após fazer orações em voz alta e incomodar outros passageiros com mensagens religiosas. O caso aconteceu na quinta-feira (30), no Aeroporto Internacional de Orlando, em um voo com destino a San Diego, nos Estados Unidos.
Segundo a companhia aérea, a situação ocorreu durante o embarque, quando a mulher passou a falar aos demais ocupantes da aeronave. O voo se encontrava parado e atrasado para decolar. De acordo com a empresa, a tripulação foi acionada após receber reclamações sobre o comportamento da passageira e decidiu retirá-la do avião por motivos de segurança.
Em nota, a Alaska Airlines informou que a atitude da mulher passou a causar preocupação entre os tripulantes e interferiu na experiência dos demais clientes. A empresa acrescentou que ela ficará temporariamente impedida de embarcar em voos da Alaska Airlines, da Hawaiian Airlines e da Horizon Air enquanto o caso é analisado.
A passageira foi identificada como Whitney Lynn, de 40 anos. No dia seguinte ao episódio, ela publicou vídeos nas redes sociais mostrando parte da ocorrência. Em uma das gravações, Lynn aparece em pé no corredor da aeronave dizendo aos passageiros que “o tempo de Deus é perfeito” e sugerindo que o atraso poderia estar protegendo alguém de um perigo.
Em outro vídeo, um funcionário da companhia informa que ela precisará deixar o avião porque a tripulação não se sente segura com sua permanência a bordo. Ao deixar a aeronave, Lynn questiona a decisão e afirma: “Eu não sabia que a mensagem de Jesus Cristo era insegura”.
Nas redes sociais, a evangelista classificou o episódio como uma forma de “guerra espiritual“. Ela também afirmou que aproveitou o restante do dia para compartilhar sua fé com outras pessoas, incluindo agentes de segurança do aeroporto, um motorista de transporte e um funcionário do hotel onde estava hospedada.
Em entrevista anterior ao jornal The Washington Post, Lynn havia declarado que costuma evangelizar durante voos e disse que gosta de falar com passageiros porque, segundo ela, “eles não têm escolha a não ser ouvir a verdade”.
Até o momento, a polícia de Orlando não comentou o caso. A Alaska Airlines informou que uma decisão definitiva sobre a possibilidade de Whitney Lynn voltar a voar pela companhia será tomada após a conclusão da investigação interna.