Mais de 1.700 pessoas são detidas em protestos na França
No quarto fim de semana consecutivo de protestos dos chamados “coletes amarelos“, 1.723 pessoas foram presas neste sábado (8), na França. Ao todo, 136 mil manifestantes foram às ruas em todo o país, segundo o Ministério do Interior.
Dentre os detidos, 1.220 estão sob custódia. Só em Paris, foram 1.082 detenções — dos 10 mil que compareceram às manifestações. Além disso, ao menos 135 ficaram feridas, entre elas dezessete policiais.
Os protestos começaram contra o aumento dos impostos sobre combustíveis. No entanto, permanceram mesmo após o governo voltar atrás. Isso porque a insatisfação da população se entendeu para a perda do poder aquisitivo, o que levou os “coletes amarelos” a pedirem a renúncia do presidente francês, Emmanuel Macron.

“Globalmente a violência foi menor do que na semana anterior e o nível de tensão diminuiu, mas a situação ainda não é satisfatória”, declarou o porta-voz do Governo, Benjamin Griveaux, em entrevista à emissora Europe 1.
Griveaux afirmou ainda que Macron fará um discurso à nação no começo desta semana, mas não deu mais detalhes sobre a informação. Em sua conta pessoal do Twitter, o presidente francês publicou neste sábado uma mensagem de agradecimento às forças de segurança por sua “coragem e excepcional profissionalismo”.
Pela primeira vez em mais de 40 anos, as forças da ordem em Paris usaram blindados da gendarmaria para atravessar barricadas.
Embora os protestos de ontem tenham sido menos tensos do que os do sábado passado em Paris, se repetiram cenas de carros queimados, lojas saqueadas, vitrines quebradas e barricadas nas ruas. Diversos pontos turísticos foram fechados em razão das manifestações, como a Torre Eiffel.
*Com informações da Agência EFE
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