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Mpox deixa de ser emergência de saúde pública internacional, anuncia OMS

Tedros Adhanom, chefe do órgão, afirma que decisão se baseia na diminuição sustentada do número de casos e mortes; doença é causada por um vírus da mesma família da varíola e é caracterizada por lesões cutâneas

Nicolas Robert

Tedros Adhanom é o atual diretor geral da Organização Mundial de Saúde (OMS)
Tedros Adhanom é o atual diretor geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) Salvatore Di Nolfi/EFE

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, nesta sexta-feira (5), que a mpox, que afeta principalmente a África, deixou de ser uma emergência de saúde pública internacional devido à queda no número de casos e mortes. A mpox é uma doença causada por um vírus da mesma família da varíola. É caracterizada por lesões cutâneas, como pústulas, febre e dores musculares.

“Há mais de um ano, declarei a emergência de saúde pública internacional pela propagação da mpox na África, seguindo o conselho de um comitê de emergência”, mas, na quinta-feira (4), este comitê considerou que já não era necessário e aceitei sua opinião, declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus em uma coletiva de imprensa. “Esta decisão se baseia na diminuição sustentada do número de casos e mortes na República Democrática do Congo e em outros países afetados, em particular Burundi, Serra Leoa e Uganda”, indicou. No entanto, o chefe da OMS advertiu que isso “não significa que a ameaça tenha terminado, nem que nossa resposta vá ser interrompida”.

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Identificada pela primeira vez na República Democrática do Congo em 1970, a mpox permaneceu confinada por muito tempo a cerca de dez países africanos. Mas em 2022 começou a se espalhar para o resto do mundo, especialmente para países desenvolvidos onde o vírus nunca havia circulado.

*Com informações da AFP

Publicado por Nícolas Robert

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