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Museu do Louvre está ‘no limite’ e exige reformas bilionárias, diz novo presidente

Após roubo de joias em outubro de 2025 expor falhas de segurança, museu busca investir 1 bilhão de euros para modernizar infraestrutura e proteger acervo

AFP

Museu do Louvre, em Paris
Museu do Louvre, em Paris MICHAEL NGUYEN / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

O Louvre, em crise desde o grande roubo de outubro do ano passado, está “no limite” e precisará investir grandes quantias para renovar suas infraestruturas antigas, afirmou nesta quarta-feira (17) o presidente do museu mais visitado do mundo.

“Podemos dizer sem rodeios: apesar de sua imponente majestade, apesar do empenho diário de suas equipes, é um Louvre no limite”, declarou Christophe Leribault em uma comissão do Senado francês. “Seus equipamentos, suas infraestruturas estão chegando ao fim de um ciclo”.

O roubo de várias joias da Coroa em 19 de outubro evidenciou as falhas de segurança e os atrasos acumulados na modernização das instalações do museu parisiense, que no ano passado recebeu nove milhões de visitantes.

“Estamos em uma encruzilhada: as urgências relativas ao edifício se acumulam e enfrentamos uma barreira de investimentos, o que, evidentemente, não é o que se quer ouvir”, declarou Leribault, nomeado para o cargo em fevereiro.

O funcionário também se referiu ao grande projeto de renovação do Louvre, anunciado no início de 2025 pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Esse plano inclui a criação de uma entrada adicional para o museu e a construção, no subsolo, de uma sala para expor a Mona Lisa, a estrela da pinacoteca.

São dois projetos com um valor total estimado em 660 milhões de euros (R$ 3,88 bilhões), dentro de um montante global de cerca de 1 bilhão de euros (R$ 5,88 bilhões).

“Esses 660 milhões precisam ser cobertos por meio de mecenato”, explicou Leribault, acrescentando que cerca da metade desse valor seria proveniente da exploração da marca do Louvre em Abu Dhabi, onde o museu abriu uma sede em 2017.

“Os demais terão de ser obtidos nos próximos meses junto de grandes empresas e doadores individuais”, detalhou.

Ao falar sobre a segurança do museu, Leribault afirmou que estão sendo abordadas “as urgências que se impõem” e anunciou a implementação, a partir de janeiro de 2027, do novo sistema de vigilância por vídeo do perímetro.

“Claro, instalamos com urgência algumas câmeras adicionais em locais absolutamente nevrálgicos cuja deficiência havíamos constatado, mas não se pode criar toda uma nova rede com centenas de câmeras sem reforçar a estrutura técnica”, explicou.

“A ferida do roubo e o trauma dos meses que se seguiram continuam sendo muito intensos no museu”, admitiu.