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ONU retira maconha da lista de drogas mais perigosas; Brasil votou contra

A reclassificação faz com que os derivados da cannabis sejam considerados menos perigosos que a heroína, por exemplo, apesar do seu controle ainda ser recomendado

Bárbara Ligero

Uma votação realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU)  aprovou nesta quarta-feira, 2, a reclassificação da maconha e dos derivados da cannabis. Até então, a substância era considerada “particularmente suscetível a abusos e à produção de efeitos danosos” e “sem capacidade de produzir vantagens terapêuticas”, o que a colocava no mesmo patamar que a heroína. Agora, a Comissão de Drogas Narcóticas da ONU considera que a cannabis é uma substância com menor potencial danoso, apesar do seu controle ainda ser recomendado pela entidade, assim como a morfina. A decisão foi apoiada por 27 países, incluindo os Estados Unidos e grande parte da Europa. Enquanto isso, outras 25 nações votaram contra, incluindo o Brasil, a China, o Egito, a Rússia e a Turquia. Uma última representação se absteve do voto.

Apesar da mudança ser considerada como histórica, a nova classificação da cannabis pela ONU não exclui a necessidade dos países controlarem a droga e tampouco tem o poder de mudar as políticas adotadas por cada nação. Ela serve principalmente como forma de reconhecer que a substância pode ser utilizada para fins medicinais, forma de uso que já está sendo autorizada em diversos países pelo mundo. Atualmente, o uso recreativo da maconha é permitido no Uruguai, no Canadá e em algumas partes dos Estados Unidos, sendo que o México pode estar próximo de juntar à lista.

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*Com informações de agências internacionais