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Papa e Abbas concordam com urgência de ajudar Gaza e da solução de dois Estados

Além do encontro com o pontífice, o presidente da Autoridade Nacional Palestina se reunirá com o chefe de Estado italiano, Sergio Mattarella, e a primeira-ministra, Giorgia Meloni

Nicolas Robert

Papa Leão XIV recebe em audiência o Presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, no Palácio Apostólico, na Cidade do Vaticano
Papa Leão XIV recebe em audiência o Presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, no Palácio Apostólico, na Cidade do Vaticano EFE/EPA/VATICAN MEDIA

O papa Leão XIV e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, concordaram na reunião que tiveram nesta quinta-feira (6) no Vaticano sobre a urgência “de prestar ajuda à população civil de Gaza e pôr fim ao conflito, buscando a perspectiva da solução de dois Estados”. Foi o que informou o Vaticano em uma nota concisa, acrescentando que a audiência ocorreu por ocasião do décimo aniversário do Acordo Global entre a Santa Sé e o Estado da Palestina.

A Santa Sé reconheceu oficialmente o Estado da Palestina em 2015 por meio de um acordo bilateral e sempre apoiou a solução de “dois Estados” para conseguir a paz, mas reconhecendo Jerusalém com um estatuto especial para garantir a liberdade religiosa.

O presidente palestino chegou a Roma na quarta-feira (5), em uma visita oficial de três dias na qual terá reuniões com o chefe de Estado italiano, Sergio Mattarella, e a primeira-ministra, Giorgia Meloni.

Na tarde de quarta-feira, após sua chegada a Roma, o presidente palestino visitou a Basílica de Santa Maria Maior para um momento de reflexão diante do túmulo do papa Francisco. “Vim ver o papa Francisco porque não posso esquecer o que fez pela Palestina e pelo povo palestino, e não posso esquecer que reconheceu a Palestina sem que ninguém lhe pedisse”, declarou Abbas aos jornalistas que o esperavam.

O líder da ANP também recordou os telefonemas de Francisco às famílias palestinas afetadas, incluindo os membros da Igreja da Sagrada Família na Faixa de Gaza.

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Abbas já havia tido uma conversa telefônica com Leão XIV em 21 de julho, na qual se falou da evolução do conflito em Gaza e o pontífice reiterou seu apelo ao pleno respeito do direito internacional humanitário, enfatizando a obrigação de proteger os civis e os locais sagrados, bem como a proibição do uso indiscriminado da força e do deslocamento forçado de populações.

*Com informações da EFE
Publicado por Nícolas Robert

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