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Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela manda recado para Celso Amorim

Citando o assessor especial de Lula para assuntos internacionais, Jorge Rodríguez disse que sentença do Tribunal Superior de Justiça venezuelano vale em outros países, inclusive no Brasil

Felipe Cerqueira

Após a Justiça venezuelana certificar a reeleição de Nicolás Maduro, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, enviou um recado ao assessor especial da Presidência da República do Brasil, Celso Amorim. Rodriguez afirmou que a Justiça reconheceu a eleição de Maduro, assim como em outros países, e que a questão está encerrada. “É importante dizer que a sentença do TSJ [Tribunal Superior de Justiça] não é apenas na Venezuela, onde está a jurisdição superior da sala eleitoral, mas também no Brasil — ouviu, senhor Celso Amorim? —, no México, nos Estados Unidos da América e no mundo inteiro. Há uma jurisdição superior”, declarou. O governo brasileiro ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto, embora estivesse negociando uma manifestação conjunta com a Colômbia e o México. Os mexicanos, no entanto, já abandonaram o grupo. A expectativa é de uma declaração oficial do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

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O Brasil havia solicitado a divulgação das atas eleitorais da Venezuela, que são os boletins de cada urna para comprovar o resultado da eleição. No entanto, a Justiça venezuelana informou que essas atas não serão divulgadas. Rodríguez cobrou pessoalmente Celso Amorim, que esteve na Venezuela no dia da eleição e conversou com Maduro e oposicionistas. A cobrança para que o Brasil se posicione sobre as eleições venezuelanas tem sido feita também pela comunidade internacional. A decisão da Justiça venezuelana foi criticada por vários representantes de países da América do Sul. A sentença do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela é considerada final e sem possibilidade de recurso. A Justiça Eleitoral do país, dominada pelo chavismo, declarou que a eleição está encerrada e que não haverá mais discussões sobre o assunto.

*Com informações de Luciana Verdolin

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