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Presidente da Sociedade Islâmica é detido pelo serviço de imigração dos EUA

ICE e o Departamento de Segurança Interna, do qual o ICE faz parte, não se pronunciaram

Sarah Américo

Agentes federais detêm um manifestante em Minneapolis, Minnesota, em 3 de fevereiro de 2026. Um juiz dos EUA negou, em 31 de janeiro de 2026, o pedido de Minnesota para forçar o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) a suspender sua ampla operação de detenção e deportação no estado, que deixou dois cidadãos americanos mortos e alimentou protestos em massa. Agentes federais mascarados e fortemente armados percorreram comunidades de Minnesota em busca de imigrantes indocumentados, detendo milhares e matando a tiros dois cidadãos americanos no processo.
Agentes federais detêm um manifestante em Minneapolis, Minnesota, em 3 de fevereiro de 2026. Um juiz dos EUA negou, em 31 de janeiro de 2026, o pedido de Minnesota para forçar o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) a suspender sua ampla operação de detenção e deportação no estado, que deixou dois cidadãos americanos mortos e alimentou protestos em massa. Agentes federais mascarados e fortemente armados percorreram comunidades de Minnesota em busca de imigrantes indocumentados, detendo milhares e matando a tiros dois cidadãos americanos no processo. CHARLY TRIBALLEAU / AFP

O presidente da Sociedade Islâmica de Milwaukee (ISM, na sigla em inglês), Salah Sarsour, que é palestino-americano, foi detido pela agência de Imigração e Alfândega dos EUA, informou a mesquita nesta quinta-feira (2). “Ele foi parado enquanto dirigia por mais de 10 agentes do ICE sem motivo”, disse uma página no site da mesquita, acrescentando que ele foi levado para fora do Estado a um centro de detenção em Chicago antes de ser transferido para um centro de detenção em Indiana.

O ICE e o Departamento de Segurança Interna, do qual o ICE faz parte, não se pronunciaram. Maior mesquita de Wisconsin, a ISM disse que Sarsour, de 53 anos, é um residente permanente legal que vive nos EUA há mais de três décadas e foi detido na segunda-feira. Ele cresceu na Cisjordânia ocupada por Israel. Sarsour está “sendo alvo com base em sua origem palestina e muçulmana e em sua defesa dos direitos palestinos”, disse a mesquita.

O Milwaukee Journal Sentinel citou Othman Atta, diretor-executivo da mesquita, dizendo que os documentos de deportação tomaram como base a prisão de Sarsour pelas autoridades israelenses quando ele era adolescente e morava na Cisjordânia, sob a acusação de ter fornecido apoio material a extremistas.

Atta disse que Sarsour foi condenado quando adolescente em um tribunal militar israelense, de acordo com o Milwaukee Journal Sentinel. Embora Israel tenha ratificado a convenção da Onu contra a tortura, o grupo de direitos israelenses B’Tselem afirma que os tribunais militares na Cisjordânia, onde os palestinos são julgados por supostos crimes, têm uma taxa de condenação de 96% e um histórico de extração de confissões por meio de tortura.

O governo do presidente Donald Trump tem implementado uma repressão à imigração condenada por grupos de direitos, que a consideram uma violação do devido processo legal e da liberdade de expressão. Grupos de defesa afirmam foi criado um ambiente inseguro para as minorias.

*Reuters