Presidente do Cazaquistão pede que forças de segurança ‘atirem para matar’ manifestantes
Após uma escalada de violência registrada desde o último domingo, 2, o Cazaquistão amanheceu nesta sexta-feira, 7, com a aparente retomada do controle das ruas por parte das autoridades. Ainda assim, o presidente Kassym-Jomart Tokayev, apoiado pela Rússia, afirmou em posicionamento público divulgado na TV que terroristas treinados internacionalmente foram responsáveis pelas revoltas e que ele a polícia tem autorização para matar qualquer manifestante. “Os militantes não abaixaram a guarda. Eles continuam a cometer crimes ou a se preparar para esses crimes. Quem não se render será destruído. Eu dei a ordem para todos os agentes de segurança e para o Exército de atirar para matar, sem qualquer aviso”, afirmou. Até o momento, o governo confirmou a morte de “dezenas” de manifestantes e a prisão de mais de duas mil pessoas. Pelo menos 12 policiais também teriam morrido em confrontos.
O país está em estado de emergência desde quinta-feira e serviços de internet e telefone apresentam instabilidade, alvo de críticas por parte de manifestantes. Além da falta de conectividade, todas as instituições financeiras do país tiveram atividades suspensas, um toque de recolher foi anunciado e o presidente aceitou a renúncia do primeiro-ministro Askar Mamin, nomeando um novo nome para o cargo. O preço do urânio, um dos produtos mais exportados pelo país da Ásia Central, subiu por causa da convulsão social. As cotações de empresas nacionais despencaram na Bolsa de Valores de Londres. Após a repercussão internacional, reação dos Estados Unidos e das Nações Unidas e o envio de tropas russas à região para lidar com as manifestações, o país anunciou que vai impor um limite para os preços de venda de combustíveis por seis meses em busca da “estabilização da situação socioeconômica” da região.
[jp-related-posts ids=”1206730,1206719,1206615″]
Assuntos
continue lendo
Mundo
Morre aos 92 anos juiz que conduzia ação contra Maduro nos EUA
Alvin Hellerstein também atuou em processos sobre o 11 de Setembro e contra Trump
- Trump diz que não vai se ‘envolver’ sobre Flávio afirmar ser ‘presidente eleito do Brasil’ AFP · há 4 horas
- Oposição exige explicações do governo de Milei por fuga de Flávio Bolsonaro pela Argentina AFP · há 9 horas
- Acidente mortal na Espanha é o 3º do ano e alerta para insegurança do sistema ferroviário Estadão Conteúdo · há 9 horas
- Democratas criticam Trump por concessão de visto a Flávio e família Jovem Pan* · há 10 horas