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Presidente do Equador denuncia tentativa de envenenamento

Daniel Noboa afirma que 'três produtos químicos' foram adicionados a uma marmelada e a alguns chocolates que recebeu de presente em um evento público

Nicolas Robert

Daniel Noboa
Noboa, el presidente 'milenial' y de "mano dura" que gobernará Ecuador hasta 2029 EFE / Carlos Durá

O presidente do Equador, Daniel Noboa, disse na quinta-feira (23) que foi alvo de uma tentativa de envenenamento com “três produtos químicos” adicionados a uma marmelada e a alguns chocolates que ele recebeu de presente em um evento público. Esta é a segunda denúncia apresentada pelo governo sobre tentativas de atentar contra a vida do presidente, em meio a grandes manifestações de indígenas contra sua gestão.

Desta vez, Noboa relatou que recebeu um presente que continha marmeladas e chocolates contaminados com três substâncias diferentes que não são próprias dos produtos, nem de suas embalagens. “Três compostos em uma alta concentração. É impossível que não tenha sido intencional”, afirmou em uma entrevista ao canal CNN. “Apresentamos a denúncia, apresentamos as provas, a concentração dos três produtos químicos”, acrescentou.

O órgão militar responsável pela segurança do presidente apresentou uma denúncia ao Ministério Público.

No início de outubro, o governo afirmou, sem apresentar evidências, que o carro em que o presidente viajava foi atingido por tiros disparados por manifestantes indígenas. Em meio aos protestos contra a eliminação do subsídio ao diesel, Noboa entrou em duas ocasiões em áreas ocupadas por manifestantes. Nas duas vezes, ele foi recebido com paus e pedras.

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Alguns analistas destacam que os deslocamentos do presidente pretendem reforçar o caráter violento dos manifestantes e garantir ganhos políticos antes da consulta popular, em 16 de novembro, com a qual ele aspira abrir caminho para uma Constituinte.

“Ninguém quer que joguem um coquetel molotov, nem um rojão, nem que o envenenem com um chocolate, nem que atirem pedras”, disse o presidente de 37 anos.

*Com informações da AFP
Publicado por Nícolas Robert

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