‘Putin mudou a estratégia e quer dividir a Ucrânia em dois blocos’, diz chefe de inteligência
De acordo com um comunicado realizado pelo chefe da inteligência militar ucraniana, Kyrylo Budanov, à imprensa, o novo plano de Vladimir Putin para a guerra com a Ucrânia, que já dura mais de um mês, é dividir o país em dois – regiões ocupadas e desocupadas – igual era na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial e continua sendo na Coreia do Norte e na Coreia do Sul. “Embora Putin não tenha tropas para tomar todo o país, ele pode tentar dividi-lo consolidando território em partes da Ucrânia”, declarou Budanov. “Em outras palavras, ele tentará impor uma linha de distribuição entre as regiões não ocupadas e ocupadas do nosso país”, acrescentou.
O chefe de inteligência disse que essa seria a nova estratégia de Putin após não conseguir tomar o controle de Kiev e derrubar o governo de Volodymyr Zelensky, o que fez com que ele tivesse que repensar seu plano de ocupação. “Os russos não conseguiram derrubar o governo ucraniano, como pretendia o presidente Vladimir Putin, e sofreram pesadas derrotas em Kiev”, destacou Budanov. Leonid Pasechnik, líder da autoproclamada República Popular de Luhansk – uma das regiões separatistas e pró-Rússia – disse que acredita “que em um futuro próximo um referendo será realizado no território da república, durante o qual o povo dará sua opinião sobre a adesão à Federação Russa”. Autoridades ocidentais disseram estar determinadas a impedir que Putin consiga dividir a Ucrânia.
Assuntos
continue lendo
Mundo
UE não chega a acordo sobre suspender sanções contra oligarcas russos
Alguns países defendem a manutenção da linha-dura e o aumento das punições contra a Rússia
- Xi Jinping chega aos EUA para reunião com Trump: ‘Interesses profundamente entrelaçados’ AFP · há 7 horas
- Delcy afirma na ONU que haverá eleições na Venezuela AFP · há 8 horas
- El Niño provocará até 451 mil mortes associadas ao calor; estima-se 13,3 mil no Brasil AFP · há 13 horas
- Harvey Weinstein é condenado a 15 anos de prisão por agressão sexual AFP · há 16 horas