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Putin propõe prorrogação do tratado de desarmamento nuclear New Start aos EUA

Acordo limita cada parte a 1.550 ogivas estratégicas instaladas e prevê um mecanismo de verificação, embora estas tenham sido interrompidas desde que Moscou suspendeu sua participação há dois anos 

Victor Trovão

Nesta fotografia distribuída pela agência estatal russa Sputnik, o presidente russo Vladimir Putin se encontra com o presidente do Novo Desenvolvimento à margem do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF), em São Petersburgo, em 18 de junho de 2025. A 28ª edição do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF) acontece de 18 a 21 de junho de 2025, no Centro de Convenções e Exposições ExpoForum, em São Petersburgo. (Foto de Alexey DANICHEV / POOL / AFP)
Nesta fotografia distribuída pela agência estatal russa Sputnik, o presidente russo Vladimir Putin se encontra com o presidente do Novo Desenvolvimento à margem do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF), em São Petersburgo, em 18 de junho de 2025. A 28ª edição do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF) acontece de 18 a 21 de junho de 2025, no Centro de Convenções e Exposições ExpoForum, em São Petersburgo. (Foto de Alexey DANICHEV / POOL / AFP) Foto de Alexey DANICHEV / POOL / AFP

O presidente russo, Vladimir Putin, propôs nesta segunda-feira (22) a prorrogação por um ano do tratado de desarmamento nuclear New Start, assinado entre Rússia e Estados Unidos, que expira em fevereiro de 2026. O tratado limita cada parte a 1.550 ogivas estratégicas instaladas e prevê um mecanismo de verificação, embora estas tenham sido interrompidas desde que Moscou suspendeu sua participação há dois anos. “A Rússia está disposta, após 5 de fevereiro de 2026, a continuar respeitando as limitações quantitativas centrais previstas pelo tratado Start”, declarou Putin em uma reunião exibida na televisão.

“Após isso, com base em uma análise da situação, tomaremos uma decisão sobre a manutenção das restrições voluntárias”, acrescentou. “Acreditamos que a medida apenas será viável se os Estados Unidos atuarem de forma semelhante e não adotarem medidas que enfraqueçam ou violem a proporção atual das capacidades de dissuasão”, prosseguiu o presidente russo.

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Este é o último acordo de controle de armamentos entre Washington e Moscou. Em 2019, os Estados Unidos se retiraram de um importante tratado de desarmamento assinado em 1987 com a Rússia sobre armas nucleares de alcance intermediário.

*Com informações da AFP

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