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Reino Unido condena novos assentamentos judaicos na Cisjordânia anunciados por Israel

Diplomata britânico para o Oriente Médio, Hamish Falconer, considerou decisão do governo de Tel Aviv como ilegal e 'um obstáculo deliberado para a criação do Estado palestino' 

Victor Trovão

Hamish Falconer MP
Hamish Falconer MP Reprodução Redes Sociais

O anúncio por parte de Israel da criação de 22 novos assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada “é um obstáculo deliberado para a criação do Estado palestino”, afirmou nesta quinta-feira (29) o subsecretário britânico para o Oriente Médio, Hamish Falconer. O diplomata britânico afirmou na rede social X que o Reino Unido “condena” a decisão, acrescentando que “os assentamentos são ilegais segundo o direito internacional, colocam em maior perigo a solução de dois Estados e não protegem Israel”.

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, anunciou nesta quinta-feira a criação dos assentamentos, que pode tensionar ainda mais as relações de Israel com boa parte da comunidade internacional. “Tomamos uma decisão histórica para o desenvolvimento dos assentamentos”, com 22 novos assentamentos na Judeia-Samaria, a designação israelense para esse território palestino ocupado desde 1967, afirmou o ministro de extrema direita.

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O Partido Trabalhista britânico se comprometeu no ano passado a “reconhecer o Estado Palestino como uma contribuição a um processo de paz renovado, que resulte em uma solução de dois Estados”. O movimento islamista palestino Hamas, que governa Gaza, condenou o anúncio israelense e disse que era “um desafio flagrante à vontade internacional”. Em um comunicado, também disse que representava “uma grave violação do direito internacional, e das resoluções das Nações Unidas”. Os assentamentos israelenses são considerados ilegais pelo direito internacional e a ONU os denuncia com frequência.

*Com informações da AFP 

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