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Rompimento de barragem deixa mais de 40 mortos no Quênia

'A equipe no local está sobrecarregada, mas as buscas prosseguem', declarou funcionário da delegacia do condado de Nakuru; o país enfrenta chuvas torrenciais e mantém as escolas fechadas

Felipe Cerqueira

Pelo menos 45 pessoas morreram no rompimento de uma barragem em uma cidade de Nairóbi, capital do Quênia, no momento em que o país enfrenta chuvas torrenciais e mantém as escolas fechadas. “Até o momento, recuperamos 45 corpos da tragédia. A equipe no local está sobrecarregada, mas as buscas prosseguem”, declarou por telefone à AFP um funcionário da delegacia do condado de Nakuru. A barragem rompeu perto da cidade da localidade de Mai Mahiu, no Vale do Rift, a 100 quilômetros de Nairóbi. Casas foram destruídas e uma rodovia foi bloqueada. Ao total, 120 pessoas morreram no Quênia desde março devido às chuvas mais intensas que o habitual que atingiram o país, agravadas pelo fenômeno climático El Niño. Em outro incidente, a Cruz Vermelha queniana anunciou nesta segunda-feira (29) que recuperou dois corpos após uma embarcação, que transportava inúmeras pessoas, naufragou no fim de semana durante a cheia do rio Tana. Segundo a organização, 23 pessoas foram resgatadas. Na sexta-feira (26), o governo queniano pediu à população que se preparasse para chuvas ainda mais intensas.

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Escolas fechadas

As escolas permanecem fechadas devido aos temporais. “O efeito devastador da chuva em algumas escolas é tão grande que seria imprudente arriscar a vida das crianças e dos funcionários”, afirmou o ministro da Educação, Ezequiel Machogu. As chuvas também provocaram danos consideráveis na vizinha Tanzânia, onde pelo menos 155 pessoas morreram em inundações e deslizamentos de terra. No Burundi, um dos países mais pobres do mundo, quase 96.000 pessoas foram deslocadas por meses de chuvas ininterruptas, anunciaram a ONU e o governo no início do mês. No final do ano passado, mais de 300 pessoas morreram em consequência das chuvas e inundações no Quênia, Somália e Etiópia, enquanto a região tentava se recuperar da seca mais grave nos últimos 40 anos, que deixou milhões de pessoas em situação de fome. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirmou em março que o atual fenômeno El Niño era um dos cinco mais potentes já registrados.

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*Com informações da AFP

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