Brasil e China lançam ao espaço mais um satélite desenvolvido em conjunto
O sexto satélite desenvolvido de forma conjunta por Brasil e China foi lançado da base de Taiyuan, no norte do país asiático, ao espaço nesta sexta-feira (20).
Montado no Brasil, o Cbers-4A foi levado pelo foguete chinês Longa Marcha-4B e substituirá o Cbers-4, lançado em 2014, para melhorar a resolução dos sensores de dados remotos, segundo a Administração Nacional do Espaço da China (CNSA).
O Programa Cbers (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) é um projeto conjunto iniciado há mais de duas décadas que permitiu que ambos os países dominassem a tecnologia de vigilância remota com câmeras e sensores para a observação da Terra.
O programa, que oferece gratuitamente imagens de satélite a diferentes países da América Latina e da África, é considerado o maior programa de cooperação espacial entre países em desenvolvimento.
Através do Cbers, Brasil e China desenvolveram e lançaram com sucesso até agora quatro satélites (Cbers-1, Cbers-2, Cbers-2B e Cbers-4), aos quais pretendiam acrescentar o Cbers-3, que caiu no final de 2013 pouco depois de ter sido lançado e sem ter atingido a a órbita prevista.
O novo dispositivo foi projetado para fotografar, rastrear e registrar atividades agrícolas, desmatamento de florestas, mudanças na vegetação, recursos hídricos e expansão urbana com uma resolução muito mais alta do que os satélites anteriores.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as tecnologias do satélite sino-brasileiro são similares às dos programas de monitoramento remoto mais utilizados no mundo, como Landsat (Estados Unidos), Resourcesat (Índia) e Copernicus (União Europeia).
O Brasil usa as imagens de seus satélites para programas de monitoramento do desmatamento na Amazônia e para detectar incêndios florestais, entre outras utilidades.
*Com EFE
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