Secretário do Tesouro dos EUA diz que Irã terá as sanções mais duras da história
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse nesta quinta-feira (20) que o Irã terá as “sanções mais duras da história”, mas dificilmente os ataques americanos serão retomados. Em entrevista à CNBC, ele afirmou que os EUA buscarão aliados para um isolamento econômico coordenado do Irã e advertiu que o Tesouro e o governo Trump agirão contra quem transferir dinheiro, comprar petróleo ou fizer negócios com o país persa.
Segundo ele, todos os países precisarão escolher um lado: se vão negociar ou não com o Teerã. “Pressão econômica significa que vamos isolá-los para acabar com o regime”, enfatizou.
O secretário apontou não ter certeza do porquê o petróleo subiu tanto, já que Washington tem o controle do Estreito de Ormuz. “A pressão funcionou na Venezuela, está funcionando em Cuba e irá funcionar no Irã”.
Questionado se sancionará a China, ele respondeu que “algumas conversas são melhores em privado“. Bessent acrescentou que fará uma coletiva de imprensa sobre a pressão econômica contra o Irã na segunda-feira (24).
Ele também criticou o G20, ao comentar que o grupo tem muito o que mudar em regulação econômica e que é preciso voltar para a missão central de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) global.
Segundo ele, a Europa deveria estar seguindo o Relatório Draghi para aumentar o crescimento. O relatório de 2024 alerta sobre a perda de competitividade econômica da União Europeia (UE) frente aos EUA e China.
Sobre a economia doméstica, ele frisou que empresas esperam grande retorno financeiro e de produtividade dos investimentos em inteligência artificial (IA), com muita emissão de dívidas de longo prazo para financiar a tecnologia. “Tudo que vemos em termos de ganhos de empresas e atividade econômica está forte”, apontou.
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