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Síria afirma que aguarda visita do presidente francês Emmanuel Macron

Seria a primeira vez que receberiam um chefe de Estado da Europa Ocidental após queda de Bashar al-Assad

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Presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa. Presidência da Síria/AFP

A Síria anunciou neste domingo (5) que aguarda a visita do presidente francês Emmanuel Macron, a primeira de um chefe de Estado da Europa Ocidental desde que Ahmed al-Sharaa assumiu o poder após a queda de Bashar al-Assad em 2024.

A agência estatal de notícias SANA, que cita o gabinete de imprensa da presidência síria, afirmou que “espera-se que Macron visite a Síria para discutir formas de fortalecer as relações bilaterais e temas de interesse comum”, sem especificar quando.

Assad foi derrubado em dezembro de 2024 por uma coalizão de grupos rebeldes, liderada pelo atual presidente sírio, o ex-jihadista Ahmed al Sharaa.

O ex-presidente fugiu para a Rússia junto com pessoas de confiança quando as forças lideradas por islamistas se aproximavam da capital Damasco.

A guerra civil síria começou com uma repressão brutal a alguns protestos e se transformou em um conflito de 13 anos que deixou mais de meio milhão de mortos.

Congresso

O primeiro Parlamento da Síria na era pós-Assad começou a tomar forma na quarta-feira (1), com o anúncio de 70 parlamentares selecionados pelo presidente interino Ahmed al-Sharaa para se juntarem aos 140 escolhidos em eleições realizadas ao longo dos últimos oito meses.

O Parlamento, composto por 210 membros, realizará sua primeira sessão na segunda-feira (5), quando os parlamentares tomarão posse, segundo o presidente do comitê eleitoral da Síria, Mohammed Taha al-Ahmad. Dos 70 parlamentares escolhidos por al-Sharaa, 15 são mulheres, elevando para 22 o número de mulheres no Legislativo.

A instalação do Parlamento indica que o país avança na elaboração de novas leis, enquanto busca se recuperar de cinco décadas de domínio da família Assad e de uma guerra que matou cerca de meio milhão de pessoas.

A Síria realizou a primeira fase das eleições parlamentares em outubro, mas excluiu a província meridional de Sweida, controlada por milícias drusas que se opõem ao governo central. A votação também não ocorreu no nordeste do país, que à época estava sob domínio curdo.

A eleição no nordeste foi realizada em maio, após as forças governamentais retomarem o controle da região durante confrontos mortais no início deste ano. Ainda não há uma data definida para a votação em Sweida, embora dois representantes da região, de maioria drusa, estejam entre os nomes anunciados por al-Sharaa nesta quarta-feira (01).

Segundo o presidente sírio, o novo Parlamento terá mandato de 30 meses e ficará encarregado de elaborar uma nova lei eleitoral para preparar o próximo pleito.

A Síria está sem um Parlamento desde a ofensiva de dezembro de 2024, quando insurgentes liderados pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham, hoje dissolvido, e comandados por al-Sharaa, derrubaram a dinastia da família Assad, que governava o país havia cinco décadas.

*Com informações da AFP e do Estadão Conteúdo