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Trump anuncia acordo de cessar-fogo entre Tailândia e Camboja após conversa com líderes

Segundo o presidente dos EUA, ambos os governos concordaram em interromper todos os disparos ainda nesta noite e retomar os termos do Acordo de Paz original

Sarah Américo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caminha em direção ao Salão Oval após desembarcar do helicóptero Marine One no gramado sul da Casa Branca
US President Donald J. Trump has semiannual physical Shawn Thew/EFE/EPA/Pool

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (12) ter intermediado um acordo de cessar-fogo entre Tailândia e Camboja, após uma conversa que classificou como “muito boa” com o primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, e com o líder cambojano, Hun Manet.

Segundo Trump, ambos os governos concordaram em interromper todos os disparos ainda nesta noite e retomar os termos do Acordo de Paz original, firmado com apoio dos EUA e da Malásia. O anúncio foi feito por meio da Truth Social, rede utilizada pelo republicano.

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“A bomba à beira da estrada que originalmente matou e feriu vários soldados tailandeses foi um acidente, mas a Tailândia, no entanto, retaliou muito fortemente. Ambos os países estão prontos para a PAZ e para o comércio contínuo com os Estados Unidos da América. É uma honra trabalhar com Anutin e Hun na resolução do que poderia ter evoluído para uma grande guerra”, escreveu Trump.

O conflito recente reacendeu tensões históricas na fronteira entre os dois países, resultando em trocas de tiros e mortes de militares.

A crise ocorre em meio a um momento político delicado na Tailândia. O parlamento do país foi dissolvido nesta sexta-feira, abrindo caminho para eleições no início do próximo ano. O pleito deverá ser realizado entre 45 e 60 dias após a aprovação real. Até lá, Anutin comandará um governo interino com poderes limitados, sem autorização para aprovar um novo orçamento.

A dissolução ocorre justamente enquanto o país tenta administrar o aumento das tensões com o Camboja, cujas disputas territoriais são motivo de atrito há décadas.

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*Com informações do Estadão Conteúdo