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Trump receberá Putin quando líder russo desembarcar do avião no Alasca

Líderes conversarão a sós, com apoio apenas de intérpretes, antes de um almoço de trabalho com seus assessores; Volodymyr Zelensky disse “contar” com o americano para convencer a Rússia a encerrar o conflito

Felipe Cerqueira

Uma mulher segura um cartaz durante uma manifestação nesta quinta-feira, contra a reunião prevista entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo russo, Vladimir Putin, em Anchorage, Alasca
Protestan en Anchorage contra cumbre Trump-Putin Octavio Guzmán/EFE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receberá pessoalmente o líder russo, Vladimir Putin, no momento em que este desembarcar no Alasca, nesta sexta-feira (15) à tarde, informou o Kremlin. A chegada está prevista para 11h (16h de Brasília) na Base Aérea Elmendorf, onde ocorrerá a cúpula entre os dois mandatários. Será a primeira visita de Putin a território ocidental desde que ordenou a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, conflito que já deixou dezenas de milhares de mortos e mantém cerca de 20% do território ucraniano sob controle russo.

Segundo a agenda, Trump e Putin conversarão a sós, com apoio apenas de intérpretes, antes de um almoço de trabalho com seus assessores. O encontro acontece sob forte atenção internacional e é visto como potencialmente decisivo para o futuro da guerra. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse “contar” com Trump para convencer a Rússia a encerrar o conflito. Ele também reafirmou publicamente que não aceitará ceder territórios ocupados.

O mandatário americano, que fez o convite por sugestão do próprio Putin, disse que a reunião é “para sondar” as intenções do russo e admitiu que pode encerrar o encontro em poucos minutos se não houver avanços. “Se for uma boa reunião, vamos alcançar a paz em um futuro próximo. Se for ruim, terminará muito rapidamente”, afirmou.

A escolha do Alasca tem simbolismo histórico: o estado foi território russo até sua venda aos Estados Unidos no século XIX. Para chegar até lá, Putin precisou apenas cruzar o estreito de Bering, contornando restrições ligadas ao mandado de prisão emitido contra ele pelo Tribunal Penal Internacional, do qual os EUA não são membros.

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A cúpula ocorre enquanto líderes europeus mantêm a postura de não negociar com Moscou sem a participação de Kiev. Para Zelensky, o encontro no Alasca representa uma “vitória pessoal” para Putin, que rompe, ainda que temporariamente, seu isolamento diplomático.

*Com informações da AFP
Publicado por Felipe Cerqueira

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