Venezuela: Diosdado Cabello diz que vai retirar imunidade parlamentar de mais opositores
O presidente da Assembleia Nacional Constituinte (ANC) da Venezuela, o chavista Diosdado Cabello, afirmou na última quarta-feira, 22, que não haverá “impunidade” para deputados opositores acusados de respaldar a revolta militar contra o governo de Nicolás Maduro. Ele disse que a lista de 14 legisladores que perderam imunidade parlamentar pode aumentar.
“Ontem me disseram que já entraram outros deputados nesta lista dos quais é preciso suspender a imunidade parlamentar”, disse Cabello, número dois do chavismo.
Nesse sentido, o governista ressaltou que na Venezuela “não vai haver impunidade” depois do levante do último dia 30 de abril liderado pelo chefe do parlamento, Juan Guaidó, que é reconhecido como presidente interino do país por mais de 50 governos.
“Como nós não matamos, não perseguimos e não desaparecemos ninguém, então a Justiça tem que funcionar”, acrescentou.
O órgão chavista, liderado por Cabello, atua com o respaldo do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que considera que os 14 deputados opositores penalizados até agora agiram de maneira flagrante no levante e, portanto, não merecem pré-julgamento de mérito como legisladores, mas sim serem processados por cortes ordinárias.
Entre os crimes pelos quais os opositores são acusados estão o de traição à pátria, conspiração, rebelião civil e instigação à desobediência e à insurreição .
Nas últimas semanas, Cabello advertiu sobre a retirada de imunidades parlamentares que terminaram se cumprindo, sempre com o sinal verde da Justiça e o apoio unânime da ANC.
Além disso, o dirigente chavista garantiu hoje que o primeiro vice-presidente do parlamento, Édgar Zambrano, não está desaparecido, como denuncia sua defesa, mas está “bem preso” e “seguirá ali” enquanto avança a investigação sobre o levante.
Até agora, Zambrano é o único dos 14 legisladores atrás das grades, uma vez que maioria está na clandestinidade, enquanto quatro se refugiaram em embaixadas e pelo menos um se exilou na Colômbia.
*Com EFE
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