Acusado se declara culpado perante o TPI por destruir patrimônio de Timbuktu

  • Por EFE
  • 22/08/2016 14h28
HAY03 LA HAYA (HOLANDA) 22/08/2016.- El acusado Achmad al Mahdi al Faqi, alias "Abu Turab", comparece ante la Corte Penal Internacional (CPI) en La Haya (Holanda) hoy, 22 de agosto de 2016. Achmad al Mahdi al Faqi, alias "Abu Turab" y primer acusado de crímenes de guerra por la destrucción de bienes patrimonio de la humanidad en Tombuctú (Mali), se declaró culpable ante la Corte Penal Internacional (CPI) en el juicio que comenzó hoy. EFE/Patrick Post / PoolAchmad al Mahdi al Faqi

Achmad al Mahdi al Faqi, conhecido como “Abu Turab” e primeiro acusado de crimes de guerra pela destruição de bens patrimônio da humanidade em Timbuktu (Mali), se declarou culpado perante o Tribunal Penal Internacional (TPI) no julgamento que começou nesta segunda-feira.

Entre os monumentos que Al Mahdi, suposto integrante do movimento terrorista Ansar al Din, teria destruído ou ajudado a destruir em 2012 figuram nove mausoléus e a mesquita de Sidi Yahya, do século XV, na mítica Timbuktu.

“Com grande pesar devo apresentar minha culpabilidade. Todos as acusações contra mim são precisas e corretas”, afirmou em uma declaração o acusado, que garantiu que sente uma “grande dor” pelos fatos cometidos e pediu perdão à população do Mali e à comunidade internacional.

“Espero que a pena imposta seja suficiente para conseguir o perdão” de todos os afetados, acrescentou.

Por sua vez, o presidente da câmara de primeira instância do alto tribunal internacional lembrou a Al Mahdi que, caso seja declarado culpado, pode ter uma pena de até 30 anos de prisão.

A ela seria possível somar uma multa ou o confisco dos bens extraídos direta ou indiretamente dos crimes cometidos.

A Corte acredita que este processo inédito seja um precedente para outros casos similares.

Entre os edifícios que supostamente Al Mahdi teria destruído ou ajudado a destruir figuram nove mausoléus e a mesquita de Sidi Yahya, do século XV.

A promotor do TPI, Fatou Bensouda, o acusa de ser o líder dos ataques em Timbuktu e de participar fisicamente em vários deles.

Na audiência de confirmação das acusações contra Al Mahdi em março, Bensouda disse que os mausoléus e a mesquita destruídos “eram importantes não só desde um ponto de vista histórico e religioso, mas também de identidade para o povo do Mali”.

Em janeiro de 2012, começou no Mali um conflito armado durante o qual a cidade de Timbuktu esteve sob o controle de vários grupos terroristas, incluído Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) e Ansar Al Din.